Sobre Renato Angelo

Mestre em políticas públicas, professor universitário, pesquisador, poeta e contista

O breve, o longo e o eterno – Renato Angelo

Existem aqueles que devotam às mudanças o cerne das análises da vida. Em seu escorço
buscando fixar parâmetros mutáveis do real vivido criando modelos dinâmicos. Tais
moldes propõem captar o caminhar perene do respirar da vida. Como o universo em
constante mutação… vivo

Drama – Renato Ângelo

Em toda ação humana há sempre algo de atuação, de adaptações a cenários, falas permitidas… proibidas… Nossa experiência terrena, portanto, é repleta de mise-en-scène. A questão é: como aprendermos com isso, diferenciando quem somos de fato do papel desempenhado?
Anos atrás

João: Silêncio – por RENATO ÂNGELO

– Bim bom, bim bim…
O meu coração pediu assim…
Um eloqüente silêncio
Soou qual estrondo
Em meio ao buzinar frenético
Cacarejar de ocas mentes
Lembrou-nos de outrora
Tempo da Colônia Grande
Equilibrando no talento da arte
A torta balança do império
O violão-pandeiro…
O sussurro ganhara o mundo
– Bim bim,

Idílio – por Renato Ângelo

A semente cresce
Ao sol de teu olhar
O coração encontra a si
No fundo do outro, seu lar
 
O limiar do eterno
Onde sempre é flor
Tendo a caminhada aos pés
No ladrilho das pétalas luzentes
 
É lá, na beira, limiar do lumiar
Quando o gostar vira amor
Quando

Vazio Excesso, por RENATO ÂNGELO

Ei-lo desperto
Sem desperta tê-la
A consciência
 
No ralo café
O deserto comia
Na diária lida
Da noite vazia
 
E algo lhe faltava
 
Sua veste, crua
Nua de luzes
Ostentando banais
E opacos capuzes
 
E algo lhe faltava
 
Ao carro, pé, condução
Corria dentro da manhã fria
Com saltos saltando indo
Sobre ponteiros de relógios
Óbice bufo