Sobre Renato Angelo

Mestre em políticas públicas, professor universitário, pesquisador, poeta e contista

Nossa Bandeira, por RENATO ÂNGELO

                                                                                          
A quem pertence
Oh! Leitor….
“Nosso” símbolo?
A nação posta em panos
Signo de nossa vergonha positivista
Põe a sujo os limpos panos…
 
O losango amarelo
Que descreve compasso e esquadro
Dos maçons a influência
Das tramas do pano
Ao pano das tramas
Da voz subterrânea
 
A faixa-lema
De Comte tomada, falta o

Desordem e Regresso, POR RENATO ÂNGELO

             Overture
Oh! Pátria, patética pátria!
Oh! Pátria, por quê faz-me rir?
Quem ou o quê poderá te redimir?
Se nem o acaso nem a razão te alumbrará
Teu futuro, pela crença, hás de remir
Eruditos papagaios como banquete ao Carcará
No terreno da razão
No árido arado

Estado de liberdade – Por RENATO ÂNGELO

Aquilo
Que não é dado
Que se conquista
Cara na pista
Tem que gritar
Ou ser artista
Viver na risca
É arriscar
 
Virtude
Que nos roubaram
Mas de repente
Quase dormente
É indigente
Tá descontente
A gente sente
Que é escravo
Ou ‘inda paga
P’ra trabalhar
 
E a luta
Agora é morta
A boca torta
Fecharam a porta
Na nossa cara
Você ainda
Paga

CIDADE EM CHAMAS, por Renato Ângelo

Chama, chama, chama…
Chama chamas!
Quem clama a chama
Chama aquele a quem o país conclama em chama
 
Tu chamas?
Quem chama quem clama?
A fama, chama é…
Chama a grana, chama vaidosas chamas
 
A cidade em chama, clama
A justiça em chamas
O juiz quer fama… trama
E enquanto o