Idílio – por Renato Ângelo

A semente cresce

Ao sol de teu olhar

O coração encontra a si

No fundo do outro, seu lar

 

O limiar do eterno

Onde sempre é flor

Tendo a caminhada aos pés

No ladrilho das pétalas luzentes

 

É lá, na beira, limiar do lumiar

Quando o gostar vira amor

Quando o privar-se vira doer-se

E o doer se transmuta em fazer-se

 

– Mesmo apesar dos negares da vida!

 

A alvorada arvora-se em dia

O meu olhar que, assim, te seguia

Fui buscar-te onde a tristeza não ia

Teu respirar desabrocha alegria

 

O idílio idília a flora da flor

O amor amora a maré do mar

A maré do mar amora o amor

O namoro namora o idílio que idília

 

O idílio idília…

Apesar dessa pilha…

Além da família…

Pessoa-multidão…

A nação que é ilha…

O governo quadrilha…

Seguindo a cartilha…

Messias farroupilha…

O chefão de matilha…

Um cérebro de ervilha…

Formação de quadrilha…

A justiça armadilha…

Avessa à partilha…

Cristianismo que humilha…

E o gueto fervilha…

 

E se o tempo escorraça…

O porvir-maravilha…

 

CHEGA!!!

 

Vem aqui!

Vem agora, meu Amor!

Fazer o paraíso virar verbo!

Renato Angelo

Renato Angelo

Mestre em políticas públicas, professor universitário, pesquisador, poeta e contista

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