Sobre David Augusto

Me conheço David e me reconheço todo dia. Sou estudante universitário, me viro por opistótonos e sou leitor-todo-dia. Acredito na essência do que vem e, sobretudo, no que o tempo e eu somos capazes. Tenho na mente o sê todo em tudo e em cada e no coração um quê de eternidade. Escrevo porque é o porquê.

O Carnaval que não começou

Final de tarde, o sol já se despedindo. Olho pro chão do entorno e o que vejo sou eu. Não tem goma, spray, glitter, lixo… não tem os sinais. Sinais, é isso. Eu e você conhecemos. Aqueles, esses, os sinais,

O ano em que a terra parou

 
Cedo abro os olhos, me levanto. Procuro em algum lugar os óculos e o começo. “Esperança é uma dádiva”, eles disseram. Penso no próximo texto. Pensamos sempre no que vem, né? Mesmo sem saber. E vamos transitando entre idos e

Porquê

É única a força que reside no porquê. “Quem tem um porquê enfrente qualquer como”, dizia Frankl. Discordo. Acho que se aguenta quase qualquer como. Há uns que só dão dor de cabeça… é coisa de vira e mexe. O

À Máscara

 
    São 17h. Ando pela rua como quem procura. O sol, a lua? O mistério do planeta. O certo é que ando só. No caminho, alguém. Mas estou só, estou sem; diz o poeta. E eu refiro. Estar só é

OUVINDO SILÊNCIOS

Meia noite do dia seguinte. A máquina clareava o quarto escuro. Eu olhando pro teclado, eu olhando pro lado, eu olhando pra frente… “sobre o que vai ser esse?”, pensei comigo. Corria a mão pelas letras, trocava a música, olhava

CARTA AOS INTROSPECTIVOS

 
 
Domingo. É noite. A semana termina pra poder começar de novo. Sim. Porque pra mim o último dia da semana é o domingo. Não pelo que acredito, mas pelo que sinto – não seriam a mesma coisa? Nem sempre. São

DE FRENTE COM O SINISTRO

Sustenta-se, hoje, didaticamente: o convidar é uma questão de cortesia. Sim. Esses obrigados sem obrigação que saem ao bel-prazer para desconvidar os outros. O outro? Sim. Aquele mesmo que precisava daquela cama, daquele leito, daquele respirador… hoje tão escasso. Hoje

INSTINTO PRIMITIVO

Suspeita-se de que a felicidade é algo palpável. É um novo smartphone, férias em Paris… é um presente inesperado na vida de quem se acostuma. Sim, um presente. O indivíduo a rasgar o envelope, se lembra de que é mortal

(In)Suficiência Comum

Março de dois mil e vinte. O Brasil e o Mundo foram tomados por uma insuficiência comum. Respiratória? Não. É algo mais. Um quê no sentido humano, dadas as perdas que poderiam ter sido evitadas se houvesse mais humanidade entre

POESIA REMINISCENTE

 
“As palavras são como rosas: podem ferir aquele que não as conhece, e podem se apresentar como belas e frágeis para um bom conhecedor”. Essa frase estava em cada pensamento, momento e página escritos no livro de sua vida. Por