Eu voto, tu votas: pra quê?

Voto, um instrumento. Uma forma de falar a si e pr’alguém que se importa. Sim. O voto é um discurso. Não daqueles que se demora e chega a fechar os olhos de quem está a ouvir. Mas daqueles que ficam conosco e se mostram sempre que pensamos melhor. É preciso. Pensar melhor? Votar melhor? É seu. Você quem sabe. Mas, convenhamos, ter o poder para não vender e ainda assim receber o desmando diz mais de você do que do outro, não? Cotidiano.

Época de eleição dita o ritmo da coisa. Alguns corações aceleram, outros não. Alguns carros buzinam, outros não. Algumas bandeiras se mexem, outras não. Algumas motos circulam, outras não. E não estou falando aqui que há quem não se importe: estou falando do outro lado… Sim. Porque pensar política e fazê-la sem lado não é fazer e tampouco pensar política. É levantar hipóteses, conversar. Não é proibido. Mas muda pouco… se é que muda; há mesmo de mudar?

É visto. “A democracia é a pior forma de governo, com exceção de todas as outras”, dizia o senhor inglês. É. Nela nós (NÓS) podemos colocar e tirar a pessoa que julgamos mais qualificada para nos representar. Certo que eu não me considero a pessoa mais adequada para decidir sobre isso… mas se eu não decidir, haverá quem decida; a história tem nos mostrado que é melhor arriscar. Mas ir com base. Lembremos dos EUA e do discurso que compraram. Talvez a maior parte do nosso país, aqui, tenha comprado um discurso parecido; o difícil é vender e sair lucrando…

Fica nisso. O município, o estado, o país devem ser representados. Os benefícios podem superar os riscos; às vezes, por isso podem. Votamos para ir a algum lugar inespecífico. Votamos para que nossos anseios sejam atendidos. Votamos em consonância com quem concorda com nossos ideais. Votamos para sermos ouvidos, (re) afirmados e para que sejamos responsáveis. Votamos, talvez, para se livrar do ato de votar. Votamos para não ter que justificar a ausência. Votamos para ouvir o barulho da urna. Votamos… Voto. 

Ele, o voto, em que volta, voltará? 

David Augusto

David Augusto

Me conheço David e me reconheço todo dia. Sou estudante universitário, me viro por opistótonos e sou leitor-todo-dia. Acredito na essência do que vem e, sobretudo, no que o tempo e eu somos capazes. Tenho na mente o sê todo em tudo e em cada e no coração um quê de eternidade. Escrevo porque é o porquê.

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