Sobre Jair Cozta

Jair Cozta é Produtor cultural, artista, ativista queer e revisor de textos em Língua Portuguesa. Às vezes é do tamanho da duração do instante. Cursou Letras na UECE e atuou como produtor em diversos espaços culturais de Fortaleza.

três poemas para dias parcialmente alegres

 
reencontro ou erupção dos apaixonados
 
distância:
dis
tan
te
quando tarda 
o coração dele
a reencontrar-me.
chegada:
sobre o lábio dele
repousa o meu.
sob minha pálpebra, em projeção
paira o rosto dele, glorioso como o de um demônio.
hálito flamejante abraço terno
uma memória que
como gota d’água
pinga feito tortura chinesa
Vesúvio em minhas entranhas
Amor

VÓ DE UMBIGO

A perda não é uma ausência. É um mar brutal constantemente vivo, e exige forças muito além do que posso prometer. (Júlia, no livro Como esquecer – anotações quase inglesas, de Myriam Campello)
 
Vó Quelé nunca precisou abrir um livro para

DA SOLIDÃO, O QUE RESTA?

PRÓLOGO OU SABE-SE LÁ O QUÊ
 
Embaralhou as cartas de tarô e as jogou na mesa. Uma delas vira por intervenção do acaso ou do destino – talvez deste último. “Alguma coisa para o amor”, era o interesse dele naquele momento.

QUANDO O MEDO ME ABRAÇA

 
“pego o ódio agressivo e enfio em um   buraco tampo com ignorância
rego com vontade de esquecer
e espero que algo bom aconteça
como quem planta feijão no algodão”
(Poema Terra de inanição, do livro O medo     de tocar o medo, de João