Sobre Dimas Macedo

Poeta, jurista e crítico literário. Professor da UFC.

PROVÉRBIO – Dimas Macedo

Não há coisas findas
e nem coisas gastas.
Da vida o que fica
é a palavra acesa.
 
E fica o desejo
sempre renovado,
pois todas as coisas
mortas passarão.
 
A imaginação é o que modifica.
Ter opinião é o que menos conta,
já que existe um rio
gravado em nossas mãos.
 
Tudo

ESCUDO – Dimas Macedo

Deus mudou de residência
 
quando eu o procurei no meu corpo.
Eu o quis novamente no cérebro
e ele já se havia plantado na alma.
Ele tinha sossegado o meu busto.
Ele fazia escrituras nos dedos
e acariciava os meus olhos
que viviam completamente tontos de enganos.
 
As

Notícias de Meu Pai – Zito Lobo

  Zito Lobo é pseudônimo pelo qual se tornou conhecido, em Lavras da Mangabeira (CE), José Zito de Macedo, nascido naquele município, aos 29 de novembro de 1922, e falecido em Fortaleza, aos 24 de março de 1987.
  Recolhido na simplicidade da

A Festa de Linguagem Viva – DIMAS MACEDO

Quando Linguagem Viva passou a circular, a literatura brasileira ganhou uma tribuna de honra, eficiente e comunicativa. Pilotado por Adriano Nogueira e Rosani Abou Adal, o jornal tornou-se uma ferramenta incomum enquanto veículo de divulgação dos nossos escritores.
Rosani, desde 2004,

Carta a Eduardo Luz – DIMAS MACEDO

Eduardo Luz,
Durante três noites, estando em viagem pelo Continente, li o seu livro sobre os mistérios de Helena, a filha adotiva de Machado de Assis e o princípio de sua transgressão incestuosa.
Li cada uma das partes em cidades diferentes, obedecendo