Tudo sobre: Cultura

Confidências a Nirton Venâncio

Tudo foi tão de repente
diante dos meus olhos
que não houve tempo
para retornar ao corpo do menino
que brincava na calçada.
Estamos aqui em terras distantes, nas quais os olhos se embaçam com o sereno da saudade, Nirton. De Crateús para Santana, meia

Os podres poderes do Estado

Os podres poderes do Estado.
Marcos Abreu
O Estado é um “Rei” absoluto,
Revestido de três podres poderes,
Onde um executa atividade,
E um outro legisla a crueldade,
Já um outro, os seus podres afazeres,
Não existe justiça e nem direito,
Tudo é farsa montada, sujo esquema,
Das elites,

Sobre segredos e paixões

“Os corpos se entendem/mas as almas não/Se queres sentir a felicidade de amar,/esquece a tua alma. A alma é que estraga o amor./Só em Deus ela pode encontrar satisfação./Não noutra alma./Só em Deus – ou fora do mundo./As almas são

Cruz de Souza: a voz da resistência

Há tempos em que as palavras ganham vida própria, ecoando pelos séculos como símbolos eternos da luta por igualdade e liberdade. E um dos nomes que ressoa com força nesse cenário é o de Cruz de Souza. Poeta negro, escritor

O Espelho

Ao fantasma de G. D.
Este homem
— Nascido no subúrbio nos melhores dias —
Diante de si
A própria foto
(Achava que era o pai e era ele mesmo destronado)
Vai forjar uma espada entre as pernas
Ou derreter uma já feita
À águia aguda pedirá os

Utopia, ai!

Para o Pedro, que escreve sobre Augusto dos Anjos e sofre por amor
Eu queria ser a metade
Sem matéria do dinheiro
Que se move sem ser viva
E juntar essa metade ao meu inteiro
Que é só vivo
Feito planta, amor
A depender do vento

Charles Baudelaire: O Poeta Maldito

Era uma vez, no século XIX, um homem de alma inquieta, de olhar melancólico e pensamentos obscuros. Seu nome era Charles Baudelaire, um poeta francês considerado um dos principais representantes do simbolismo e precursor do decadentismo.
Desde cedo, Baudelaire mostrou-se um

Eu e João Brigido

…Um tempo onde os jornais rivalizavam com o parlamento e com o executivo na produção e divulgação de ideias, defesas, ataques, contra-ataque, sempre de modo beligerante, panfletário, passional, arraigado, intestino. Um cenário de terra de ninguém onde a opinião se

CIDADES

As cidades, os lugares
Os cantinhos
São ninhos, corações
Palmas de mãos?
As ruas, aonde vão dar?
 
E as portas, pra quem se abrirão?
As janelas abertas são certas
Pra ver o mundo?
 
De alguma fresta
Podemos fazer
A festa do olhar
É possível ver tanto
É possível ter encanto
Num canto qualquer
De