O Eco de Nietzsche

Era uma tarde de primavera, com o sol pintado de dourado e os campos verdejantes ao redor da pequena cidade onde resido. Sentado à sombra de uma velha árvore, deixei-me envolver pelas páginas de um livro que há tempos me acompanhava: Assim Falou Zaratustra”, de Friedrich Nietzsche.

Em meio às linhas repletas de profundidade e ousadia, mergulhei nas reflexões do filósofo que desafiou os alicerces do pensamento tradiconal. Nietzsche, o nome que ecoa pelos corredores da história da filosofia com a força de uma tempestade, mas também com a suavidade de uma brisa matinal. Suas idéias, como um raio de luz em meio às trevas da conformidade intelectual, ecoam ainda hoje, despertando mentes e corações para um novo olhar sobre o mundo e sobre si mesmo. Através de suas palavras, Nietzsche convida-nos a questionar, a desafiar as verdades estabelecidas, a lançar-nos no abismo do desconhecido em busca de nossa própria verdade. A sua voz, por vezes incisiva como o golpe de um martelo, por vezes melódica como o canto de um pássaro, ressoa no cerne da alma, despertando o ímpeto de viver com intensidade e autenticidade.

Contemplando o horizonte, deixei-me levar pelas ondas de pensamento Nietzschiano que me envolviam. Percebi, que, mais do que um simples filósofo, Nietzsche era um artista da palavra, um poeta da existência, que através de suas metáforas e aforismos esculpia uma nova visão de mundo, uma visão onde o indivíduo é livre para forjar o próprio destino, mas como toda obra de arte, as ideias de Nietzsche são multifacetadas, sujeitas a interpretações diversas. Enquanto alguns enxergam nele um profeta da vontade de poder, outros vêm um defensor da busca pela excelência e pelo sentido na vida.

E talvez seja essa ambiguidade, essa riqueza de significados, que torna sua obra tão fascinante e atemporal. À medida que o sol se punha no horizonte, recolhi-me à minha solitude, levando comigo o eco das palavras de Nietzsche que ainda ressoavam em minha mente. Em seu legado, encontrei não apenas um convite para pensar, mas também um convite para viver de forma plena e autêntica, abraçando a complexidade e a beleza do ser humano em toda a sua grandiosidade e fragilidade. E assim, sob o brilho das estrelas, deixei-me envolver pelo mistério e pela poesia do pensamento Nitzschiano em uma dança eterna entre o ser e o devir.

Marcos Abreu, é poeta e escritor brasileiro.

Marcos Abreu

Poeta, Escritor, Declamador de Poesias, interprete do cancioneiro em MPB e outros gêneros; cronista, contista, romancista. Nascido em Fortaleza-Ceará é autor das seguintes obras: "Poesias de um Poeta Louco"(1995), " Nas Teias da Poesia" (1997)-Editora Passárgada- Pernambuco-Recife "Retalhos Poéticos" Poesia Livro-2000 Cordéis Publicados: " A Revolução Humana" publicado pela Fraternidade Arte e Cultura-2011 " O Rouxinol e a Rosa" Literatura Infantil- Editora Flor da Serra-2016 " A Coisificação da Sociedade na pós-modernidade" " Versos de Ouro" Fecomércio-Senac-Sesc-IPDC Antologias: Poetas da Praça do Ferreira-Editado Pela BSG-Bureau de Serviços Gráficos-Editor- Márcio Catunda-2018 "Amor Música e Poesia" Editor: Antonio Pompeu. Romances: " O Louco e o Estado-Expressão Gráfica-Fortaleza-2019-Edição e Prefácio-Dimas Macedo

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Marcos Abreu

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