Sobre Alder Teixeira

Professor titular aposentado da UECE e do IFCE nas disciplinas de História da Arte, Estética do Cinema, Comunicação e Linguagem nas Artes Visuais, Teoria da Literatura e Análise do Texto Dramático. Especialista em Literatura Brasileira, Mestre em Letras e Doutor em Artes pela Universidade Federal de Minas Gerais. É autor, entre outros, dos livros Do Amor e Outros Poemas, Do Amor e Outras Crônicas, Componentes Dramáticos da Poética de Carlos Drummond de Andrade, A Hora do Lobo: Estratégias Narrativas na Filmografia de Ingmar Bergman e Guia da Prosa de Ficção Brasileira. Escreve crônicas e artigos de crítica cinematográfica

CONFIDÊNCIAS DO IGUATUENSE – PARÓDIA

Muitos anos vivi em Iguatu.
Principalmente nasci em Iguatu.
Por isso sou triste — e morro de saudades.
Saudade dos amigos, das rodas na calçada, do aracati soprando,
quando vem a madrugada…
A vontade de chorar, que às vezes sinto,
Vem de Iguatu, de suas tardes

No voto, a verdade

Às vésperas das eleições de 2018, escrevi aqui que o voto era como o vinho: revelava o homem. A afirmação, claro, tinha como referência a máxima atribuída a Caio Plínio, mais conhecido como Plínio, o Velho, “in vino veritas”, no

Nise, uma heroína brasileira

Esta semana, em mais um ato de desrespeito à memória de brasileiros e brasileiras que pensaram o país com grandeza, a que se soma a realização de um trabalho singular em favor dos marginalizados, o presidente JB recusou a inclusão

Eles passarão!

Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão…
Eu passarinho.
Quando citei o “Poeminho do Contra” (assim, no masculino, como no original) de Mário Quintana, a propósito de manifestar minha indignação contra a exoneração do radialista Nonato Lima, da direção da Rádio

A Verdade das Mentiras

Nascido em Arequipa, em 1936, o escritor Mario Vargas Llosa é um desses exemplos irrecusáveis de que não se devem misturar autor e obra. Como romancista, ou mesmo como ensaísta de literatura e de temas da contemporaneidade, é brilhante. Se

Livros para entender o Brasil

Há muito resta evidente que toda atividade intelectual pressupõe uma dose considerável de subjetivação, mesmo aquelas que recebem o rótulo de acadêmicas e se pretendem, por isso mesmo, isentas de influências de natureza pessoal, a exemplo de gostos, preferências estéticas,

Duas palavras sobre João Almino

Como se dos “longes” de uma marinha, vem o pedido-ordem do escritor Clauder Arcanjo: “Neste domingo entrevistarei João Almino. Dê-me um depoimento sobre a obra dele!” Faço-o aqui, meio que às pressas, mas com enorme prazer.
Conheci a obra de João

Porta-guardanapos de boteco

Escândalos no (des)governo de Jair Bolsonaro são como porta-guardanapos de boteco, você puxa um e vem outro em seguida. Para quem esqueceu a acintosa compra de laptops superfaturados, o enriquecimento ilícito da família com históricas rachadinhas que renderam só à

O Anjo Pornográfico, 110 anos

Alaíde, Doroteia, e mesmo Engraçadinha, escancaram a hipocrisia da classe média brasileira, tão católica quanto escravocrata, e tão cordial quanto cruel. (Maria Ribeiro)
Durante entrevista a uma tevê da cidade, faço sobre a obra de Nelson Rodrigues a afirmação polêmica: Nelson