Sobre Alder Teixeira

Professor titular aposentado da UECE e do IFCE nas disciplinas de História da Arte, Estética do Cinema, Comunicação e Linguagem nas Artes Visuais, Teoria da Literatura e Análise do Texto Dramático. Especialista em Literatura Brasileira, Mestre em Letras e Doutor em Artes pela Universidade Federal de Minas Gerais. É autor, entre outros, dos livros Do Amor e Outros Poemas, Do Amor e Outras Crônicas, Componentes Dramáticos da Poética de Carlos Drummond de Andrade, A Hora do Lobo: Estratégias Narrativas na Filmografia de Ingmar Bergman e Guia da Prosa de Ficção Brasileira. Escreve crônicas e artigos de crítica cinematográfica

Um cidadão brasileiro (II)

Como ocorreria a outros tantos intelectuais e artistas, entre 1964 e 1985, período em que durou a ditadura militar, Caetano Veloso não raro seria considerado de esquerda pelos conservadores, e de direita pelos militantes da esquerda. Incompreendido, jamais abriria mão

Um cidadão brasileiro (I)

Era início da década de 1980. Eu integrava o elenco da peça A Noite Seca, de Geraldo Markan, com direção de Guaracy Rodrigues. Interpretava o Pe. Hipólito, Fernando Piancó o outro. No hall de entrada do Theatro José de Alencar, protestávamos

Carpe Diem

Está no Livro I de ‘Odes’, do poeta romano Horácio (65 a.C.- 8 a.C.), e significa “aproveite o dia”. Serve como chamamento a que não se deixe para depois o que existe de bom — não num dia específico, mas

A razão de Acácio (II)

Do ponto de vista da estrutura, o romance é extremamente simples: são trinta e nove capítulos curtos, os quais podem ser lidos isoladamente, embora se deva observar que, na contramão do que é próprio do gênero, os finais se mantenham

A razão de Acácio (I)

Em livro clássico, intitulado Fundamentos da Linguística Contemporânea, o semioticista brasileiro Edward Lopes discorre sobre o que define como “função outrativa” da linguagem. Entende-se por isso a capacidade do artista para despersonalizar-se, isto é, desdobrar-se em diferentes personalidades, tornar-se outro

“Mas é o legado acadêmico de Sergio Paulo Rouanet que restará definitivo para a inteligência brasileira, produção de que sobressaem como verdadeiros achados de sua aguda capacidade de análise do iluminismo e da modernidade, livros incontornáveis como “Mal Estar na

A Boa Sorte

“Toda paixão tem alguma coisa de mórbido: é uma alienação, uma entrega obsessiva da própria vida ao ser amado”. Assim Rosa Montero diz ao narrar em livro belíssimo de sua lavra, ‘Paixões’, a história trágica de relacionamentos amorosos de gente

O mito e outros Mitos

Em meio às fogueiras que animam os festejos juninos Brasil afora, mais complicado se tornará para o presidente Bolsonaro evitar que as chamas desfigurem sua cara cínica. Os acontecimentos dessa quarta-feira 22, para além de dar sequência ao desvendamento de

Drummond, 120 anos

Quando brinquei de parodiar conhecido Drummond, no facebook, não antevi que o texto, plasmado no poema “Confidência do Itabirano”, do poeta mineiro, tivesse a repercussão que teve entre amigos queridos. Como tratasse da saudade telúrica e do sofrimento dela advindo,