Sobre Alder Teixeira

Professor titular aposentado da UECE e do IFCE nas disciplinas de História da Arte, Estética do Cinema, Comunicação e Linguagem nas Artes Visuais, Teoria da Literatura e Análise do Texto Dramático. Especialista em Literatura Brasileira, Mestre em Letras e Doutor em Artes pela Universidade Federal de Minas Gerais. É autor, entre outros, dos livros Do Amor e Outros Poemas, Do Amor e Outras Crônicas, Componentes Dramáticos da Poética de Carlos Drummond de Andrade, A Hora do Lobo: Estratégias Narrativas na Filmografia de Ingmar Bergman e Guia da Prosa de Ficção Brasileira. Escreve crônicas e artigos de crítica cinematográfica

OS BRUTOS TAMBÉM AMAM

Faz algum tempo, li no jornal Folha de S. Paulo uma crônica deliciosa de Ruy Castro sobre títulos, em português, de grandes clássicos da literatura mundial. Até tentei localizar o texto para citá-lo amiúde na minha crônica de hoje. Não

JECAS E PERIS

Vira e mexe, leio ou ouço falar em “complexo do vira-latas”. Muitas vezes, num vezo que é bem brasileiro, usa-se a expressão sem o pleno domínio do seu significado. Coisa da onda, um tipo de modismo que não raro leva

GOSTO SE DISCUTE, SIM

Do professor, vira e mexe, alguém quer saber: “Afinal, gosto se discute?” A questão, de aparência tão simples, exige cuidados, nomeadamente para quem, como eu, dedicou seus dias a falar prioritariamente da Arte.
Antes da resposta, precipitação a que me recuso

UMA REVOLUÇÃO POÉTICA

Chico Buarque de Hollanda, do alto de sua genialidade, escreveu sobre a Revolução dos Cravos uma de suas mais belas canções, cujo título, “Tanto Mar”, constitui uma referência metafórica à distância que separa o Brasil de Portugal, quer em termos

AINDA SOBRE A SAUDADE

Ao mergulhar na xícara de chá o tradicional bolinho madeleine, antes de levá-lo à boca, recuperando o cheiro gostoso da iguaria em sua infância, na cidade de Combray, o protagonista de Em busca do tempo perdido inicia a experiência milagrosa

PASTORA DAS NUVENS

Se o ano de 2024, como escrevi neste espaço, deve ser exaustivamente lembrado como o ano dos sessenta anos de nascimento do mais abominável acontecimento político verificado neste país, refiro-me ao golpe de Estado de 1964, por outro lado é

Nós não vamos esquecer

“Quem é essa mulher/Que canta sempre esse estribilho/Só queria embalar meu filho/Que mora na escuridão do mar/Quem é essa mulher/Que canta sempre esse lamento/Só queria lembrar o tormento/Que fez o meu filho suspirar/Quem é essa mulher/Que canta sempre o mesmo

Em agosto nos vemos

Lançado simultaneamente em mais de cinquenta países, “Em agosto nos vemos”, romance póstumo de Gabriel García Márquez, prêmio Nobel de Literatura de 1982, traz para os amantes de Gabo o raro prazer de rever em grande estilo o ficcionista morto

Sobre segredos e paixões

“Os corpos se entendem/mas as almas não/Se queres sentir a felicidade de amar,/esquece a tua alma. A alma é que estraga o amor./Só em Deus ela pode encontrar satisfação./Não noutra alma./Só em Deus – ou fora do mundo./As almas são