Sobre Alder Teixeira

Professor titular aposentado da UECE e do IFCE nas disciplinas de História da Arte, Estética do Cinema, Comunicação e Linguagem nas Artes Visuais, Teoria da Literatura e Análise do Texto Dramático. Especialista em Literatura Brasileira, Mestre em Letras e Doutor em Artes pela Universidade Federal de Minas Gerais. É autor, entre outros, dos livros Do Amor e Outros Poemas, Do Amor e Outras Crônicas, Componentes Dramáticos da Poética de Carlos Drummond de Andrade, A Hora do Lobo: Estratégias Narrativas na Filmografia de Ingmar Bergman e Guia da Prosa de Ficção Brasileira. Escreve crônicas e artigos de crítica cinematográfica

A noite obtusa do Oscar

Para quem, como este colunista, adentrou a madrugada à espera de ver o grande momento do cinema, a cerimônia de entrega do Oscar 2022 não foi mesmo uma experiência desejável. E não me refiro apenas à vexaminosa cena da agressão

Obra de um gênio

E até o mundo que me era alheio/de mim se aproximou, familiar,/e se deu a conhecer, pouco a pouco,/a mim se impondo, necessário, brutal.
Quando foi assassinado, em 1975, em circunstâncias nunca esclarecidas (era homossexual e estava acompanhado por um rapaz

O Novo Czar

Li durante o Carnaval “O Novo Czar, ascensão e reinado de Vladimir Putin” (Editora Amarilys, 2015), de Steven Lee Myers, abrangente biografia do presidente russo Vladimir Putin.
Começo por recomendá-la aos que, desconhecendo-a, estiverem interessados em conhecer a formação de um

O esteta do cinema brasileiro

Morreu há pouco Arnaldo Jabor. Se não me agradava o analista político, encantava-me o artista. Seu texto, muito embora ferino, maldosamente mordaz, tinha uma força estilística desconcertante. Refiro-me ao jornalista midiático, pois que o cronista, pelo viés do gênero enquanto

Roda Viva

Em meio ao profuso debate em torno da Semana de 1922, assisti, ontem, pela TV Cultura, à entrevista do escritor Ruy Castro no Programa Roda Viva. Em que pese tratar-se de um intelectual que dispensa comentário, pela expressividade de sua

Na contramão do mito

O ato de barbárie de que o jovem congolês Moïse Mugenyi Kabagambe foi vítima numa praia do Rio de Janeiro, abre o calendário dos 200 anos de nossa independência de forma a um só tempo revoltante e vergonhosa. Não se

Interessante e oportuno

 
Leitores indagam por que não fiz aqui qualquer comentário sobre o aclamado Não Olhe Para Cima (Don’t Look Up), do cineasta americano Adam McKay. Nada contra o filme, a que assisti tão-logo lançado no cair do pano de 2021, e considero, ressalto,