Vento ao Nada

Me condenso aos ruídos internos,
Flechas pragmáticas,
Gritos silenciosos!
Um algoz de insensatez.

Me busco a procura do róseo,
Dos lírios do campo,
Dos algodões de gozos,
Dos sorrisos esbeltos.

Quanto mais busco, Ó Deus,
Mais me acho na mazela.
Se me faz feliz viver, Pai?
Uma incógnita.

Meus pesares,
Me perdem de vista.
Já nada vejo!
Vivo cego ao mundo,
Aos escuros dos continentes,
No breu límpido,
Dos mais claros apagões.

Ah, Pai…
Suplico-te a luz,
Do gozar,
Do amar,
Do viver.

A luz clara,
Veja.
Do sentir,
Do clamor,
Do berrar,
Do amanhecer.

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