PONTO DE MUTAÇÃO, por Jéssika Thaís

Uma vez um cara disse que eu era uma cientista frustrada, pois vivia poetizando e admirando a beleza da ciência e como ela funcionava e não tinha ido pra essa área. Não acho. Talvez eu seja uma jornalista frustrada, de vez em quando sou. Mas por um tempo, convergi esses dois bem-quereres e atuei como jornalista ambiental.
A tentativa de entender como as coisas funcionam continua em mim. Mais sobre a natureza física das coisas do que sobre a natureza de acontecimentos humanos, essa tem horas que eu não quero nem saber. O que mais me encanta na natureza é o equilíbrio e a percepção de que tudo faz parte de uma grande engrenagem. Como se tudo seguisse uma ordem pré-combinada. Indico, inclusive, o filme Ponto de Mutação, que fala sobre isso.
Pensa comigo, encontrar um ponto comum e descobrir como tudo isso funciona é espetacular!
Falando em beleza, ciência e explicações, já ouviu falar em fractais? São figuras geométricas que seguem padrões. Cada pedaço dela é igual à parte maior. Na teoria o perímetro é infinito e suas representações são facilmente encontradas, nos flocos de neve, na samambaia, no brócolis e em imagens psicodélicas.
Outra relação que adoro ver é a proporção áurea (número de ouro ou proporção divina). Ela é uma constante matemática que parece surgir em toda parte, na arte, no corpo humano, nos vegetais e é conhecida pelo número 1.618.
Mas uma explicação que a matemática nos traz sobre beleza e perfeição natural é a sequência de Fibonacci, que está relacionada à proporção áurea e está relacionada, dentre muitas coisas (computação gráfica, economia) a configurações biológicas como a disposição de galhos de árvores, na alcachofra, conchas de caracoies e samambaia (olha ela de novo!)
A natureza é perfeita em sua disposição e funcionamento, assim como a gente. Antes de buscarmos a beleza exterior, aquela que foi formada a partir de padrões estéticos e de imposições históricas, perceba como seu corpo é perfeito e responde ao que você o expõe, reage de maneira protetiva, sempre pensando na manutenção e sobrevivência.
Aos matemáticos e cientistas que leram e viram que falei muita besteira, perdoem a curiosa e entrem em contato para me explicar melhor, eu vou adorar. Aos curiosos, assim como eu, deem um Google nesses assuntos e se maravilhem com a beleza e perfeição da natureza.
Lembrem de parar vez ou outra e olhar para a natureza. Ela é perfeita e podemos provar!
Jessika Sampaio

Jessika Sampaio

Feminista, jornalista, pós-graduanda em gestão ambiental, sonhadora, acredita em signos, no budismo e na apatia da natureza. Contraditória como todo bicho gente, curiosa e colunista do Segunda Opinião.

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