Oppenheimer é o melhor filme do ano

Oppenheimer, dirigido pelo cineasta Christopher Nolan, baseado no romance “O triunfo e a tragédia do Prometeu americano” (Pulitzer de 2006 a Kai Bird e Martin Sherwin), não é uma película fácil. Por isso, o filme deve ser assistido em mais de uma sessão. É a narrativa exata do último ano da Segunda Guerra Mundial, em termos de produção científica, quando um grupo de abnegados cientistas, sob o comando de um deles, criou e desenvolveu a bomba atômica. Era o Projeto Manhattan, marcado por pressa e confidencialidade, para acabar cirúrgica e exemplarmente com o conflito.

Era tal argumentação apoiada no medo de que os nazistas pudessem construir também algo semelhante, antes dos americanos e dos aliados. Em certo momento passou a não fazer sentido. Adolfo Hitler se suicidara e Mussolini havia sido assassinado na Itália, significando, esses dois episódios, a liquidação iminente da grande guerra e do Eixo.

Ainda assim um único país do Eixo (Alemanha-Itália-Japão) se negava a reconhecer a vitória e o fim do conflito, e como o governo americano teria desembolsado quase três bilhões de dólares com o Projeto, segundo sua diplomacia, havia muita resistência. O presidente Harry Truman (vice que sucedera Franklin Delano Roosevelt) não teve dúvidas: com o sucesso do Projeto Manhattan, condenou à morte imediata 150 mil japoneses, determinando o bombardeamento nuclear de Hiroshima e Nagasaki.

É evidente que a proposta cinematográfica não tenciona julgar os americanos pelo uso da bomba atômica, revelando minúcias do comportamento humano que sempre falham em explicar a desumanidade da decisão, muito menos pretende aquilatar os danos que causaram à humanidade. Aliás, Cillian Murphy, na representação de Oppenheimer,  esmera-se em realizar um trabalho profundo e visceral que deseja o entendimento da realidade, mas, ao mesmo tempo, não quer que sejamos condescendentes com medidas desastrosas, sinistras e absurdamente desproporcionais.

O fato é que, aparentemente equilibrado, a mente de Oppenheimer, coordenador do Projeto, pareceu perturbada desde os anos iniciais de sua pós-graduação. Não esqueçam que ele tentou matar um catedrático de Cambridge, envenenando uma maçã com cianeto, mas impediu que o mestre dela se alimentasse, em tempo afastando a fruta do prestigiado Niels Bohr, seu professor na época, como consta das primeiras cenas do filme, o mesmo cientista que seria convidado a trabalhar com ele no Manhattan. 

Na verdade, é a cinebiografia de um homem vaidoso, mas discreto, constituindo uma das figuras mais polêmicas e contraditórias da ciência contemporânea. Trata-se de um judeu-americano incomodado com o nazismo, preocupado com o seu avanço, que havia flertado com os comunistas que conheceu na universidade, nos sindicatos de engenheiros, onde se agrupava boa parte dessa mão-de-obra especializada. Sua família endinheirada investiu em sua carreira no campo do conhecimento, (literatura, química, física e mecânica quântica) e, assim, motivado por uma mistura de vaidade e medo de ver seu campo de estudos subvertido e transformado em arma pelos nazistas, ele se torna o diretor do mais ambicioso programa norte-americano para o desenvolvimento da bomba atômica de que se tem notícia.

Acontece que o projeto que Oppenheimer coordenava eficientemente, com carta branca para contratar as melhores mentes da ciência do século XX – que, por sinal, assumiam os encargos como uma nova e especialíssima frente de trabalho e pesquisa além da universidade — encontrou um obstáculo baseado no fato de que a Alemanha havia se rendido, como já se disse, em forma de superveniência, deixando como derradeiro alvo do Projeto o Japão, que ainda resistia, mas, segundo relato da época, poderia ser persuadido diplomaticamente a depor as armas.

Como disse Dwight Eisenhower, general americano, que se tornaria presidente dos EEUU: “O Japão estava buscando alguma forma de render-se com uma perda mínima…não era necessário golpeá-lo com aquela coisa”.

O filme “Oppenheimer” não é um drama histórico e nem mesmo é uma película de guerra sobre as bombas atômicas em si, recheado de culpas e lamentações, mas um estudo com foco na pessoa que a criou, sobre os bastidores, os coadjuvantes dessa criação, e demais detalhes da construção da arma mais destrutiva do mundo.

Conforme o critico de cinema Júlio Bardini, “isso pode pegar de surpresa os fãs mais árduos do diretor” (Christopher Nolan), então, a par “de histórias complexas”, mas, “acostumados com sequências de ação bem executadas”.

Neste filme, diz ainda Júlio Bardini, percebe-se que o diretor Nolan “abre mão de tudo isso em favor de extensas cenas de diálogos que exploram da moralidade questionável de Oppenheimer em sua vida pessoal às implicações políticas do desenvolvimento das bombas”, numa tentativa cinematográfica não convencional ao seu estilo, realizando “algo totalmente fora de seu habitual”.
 
MÁQUINA DE NOBEL

O que a plateia reclamou ao assistir o filme na telona é que desfilaram muitas celebridades da ciência, sem prévia apresentação, sendo um tanto direcionado para iniciados em disciplinas exatas. Realmente, no filme, sob a coordenação de Oppenheimer, veteranos e jovens cientistas se esforçavam na construção do portentoso artefato bélico, seja na parte teórica ou na resolução de problemas em ações práticas, ali mesmo sendo desenvolvidas em tempo real, quando parte desses pesquisadores passou também a residir no próprio local do projeto, até como forma de utilizar melhor o tempo e garantir a confidencialidade da ousada iniciativa.
Vários vencedores do Nobel de Física estiveram no Alamo (Novo México) e estão presentes na fita. Outros nomes de cientistas mais jovens foram laureados depois do Projeto, como é o caso do físico suiço Felix Bloch, que receberia o Prêmio Nobel em física somente em 1952, por ter desenvolvido o “cíclotron”.

A lista de nomes importantes para a ciência começa com o veterano Albert Einstein (interpretado por Tom Conti), Nobel de 1921, que era uma espécie de consultor em ciência e em política, mas sem se envolver diretamente com o Projeto, embora sua presença em sequências externas tenha sido fundamental. Einstein estava consciente sobre a contribuição da sua “teoria da relatividade”, portanto, apostando na iniciativa, mas recusando-se a desenvolver alguns cálculos matemáticos, num comportamento cético, formando um perfil que mistura o cientista com o filósofo, talvez sopesando os impactos éticos e morais que a bomba produziria logo após seu lançamento, ou, como ele próprio reconhece em poucas tomadas, ser “fraco em matemática”.  

Aliás, comenta-se que Einstein realmente não tomou conhecimento desses cálculos inconclusos de Edward Teller (Benny Safidie o interpreta), só no filme de Nolan. Eles não equacionavam, até aquela data, a reação em cadeia, com o perigo potencial de contaminar toda atmosfera, quando a correção foi feita por Hans Beths (representado por Grestaf Sharsgard), afastando essa chance, numa classificação próxima de zero, ou mesmo zero como queria o general Leslie Groves Jr (numa forte discussão com Oppenheimer) impossibilitando, assim, a formação de uma catástrofe incontrolável.

Outro clássico da física que integrou o quadro frenético de cientistas empenhados no trabalho é Niels Bohr (interpretado por Kenneth Branagh, que aparece em cenas anteriores sobre o episódio da maçã), veterano professor de Oppenheimer, ganhador do Nobel de 1922, além da presença marcante de Werner Heisenberg (Matheus Schweighöfer faz o seu papel no filme), vencedor do Nobel de 1932, com sua “teoria da incerteza”, que trabalhou, durante o mesmo Projeto, ao lado de Ernest Lawrece (Josh Hatnet), Nobel de 1936, responsável pelo isolamento de isótopos do urânio, tendo criado o “separador de partículas”.

Ainda integrante do Projeto, o filme não poderia esquecer de Enrico Fermi (Danny Deferrari atua em nome dele), outro contemplado pelo Nobel em  1938, por postular o famoso “paradoxo de Fermi”, cabendo-lhe a resolução das questões de radioatividade, sem esquecer da figura exemplar de Isidor Isaac Rabi (David Krumholtz é o ator que o representa), outro Prêmio Nobel de 1944, judeu austríaco, especializado em radiações, que aparece no filme como uma figura leal e ética, e, após o Projeto, de acordo com o seu perfil, se dedicou à energia nuclear para fins pacíficos, com diversas utilizações na medicina e em outros setores da vida prática.

FILME POLÍTICO

Obcecado pela ciência, o professor Oppenheimer era aquele tipo neutro, inconcluso, com uma cultura vasta, profunda, Phd em química, versado em sânscrito. O tipo de homem que faria qualquer coisa para atingir seus objetivos de gloria e recohecimento. Isso ficou claro na discussão que travou com o general Leslie Groves Jr (Matt Damon em magnífica atuação), quando um dos cientistas se opõe a sua determinação de segurança, e o diretor reconhece que os outros companheiros eram independentes, reafirmando a sua passividade, deixando que se utilizem desse seu modo maleável, de tal forma que o próprio militar, leal e companheiro quando conveniente, acaba minando seus interesses, ocultando, na fachada do burocrata de fardas, um exercício subliminar de exuberante poder, perfeitamente capaz de esmagar a autonomia da ciência que ali se praticava.

É sem dúvida um filme político, que não se contenta em festejar o Projeto, em cenas pontuais, misturando-se tristeza e perfeição. Aliás, existiram muitos vazamentos de informações em prol dos soviéticos, portanto, quebrada restou a confidencialidade, mas no filme existe apenas uma referência: a do físico britânico-alemão Klaus Funcks (interpretado por Christopher Denham) que, segundo historiadores, agiu como espião porque compreendia que a bomba atômica não poderia ficar somente nas mãos dos americanos.

Acolho também como um filme pacifista, contrário a qualquer tipo de guerra, ou de intensificação da corrida armamentista, na proporção em que discute esse incômodo e perigoso tema com clareza, deixando-nos assustados pelo que aconteceu, descortinando, por sua vez, a verdade de como os americanos foram capazes de reduzir mais de trezentos anos de estudos sobre física, química e mecânica quântica em uma bomba cruelmente devastadora. Isso significa um grave perigo para a humanidade, valendo, hoje, como acredita o próprio Christopher Nolan, como uma grande advertência para o que está acontecendo no “vale do silício”, em relação à inteligência artificial. 

E por falar em AI e os algoritmos irresponsavelmente proliferados em redes sociais como forma de propaganda, mais perigoso ainda é que, no contexto das decisões politicas, vem à tona a reflexão diante da possibilidade de se eleger seres humanos absurdos, incompetentes, com o poder exclusivo e tentador de utilizar a bomba, na simples conveniência de apertar um botão e, se quiser, extinguir todo planeta terra. Eis uma realidade ameaçadora, quando os piores líderes do mundo estão aí na “esteira”, esquentando-se, provavelmente, aguardando uma chance “democrática” para presidir outra vez as grandes nações do mundo.

MENTALIDADE NUCELAR PERSISTE

Ao término da Guerra Fria, conforme registrou a imprensa, havia cerca de 70 mil bombas nucleares, com suficiência e autonomia para matar 14 bilhões de pessoas. Todavia, com a queda do Muro de Berlim e o fim da URSS, os países concordaram em diminuir o arsenal de bombas atômicas no mundo, mas, na atualidade, existem muitos conflitos: a Guerra da Ucrânia, divergências e conflitos armados na Etiópia, no Mianmar, na Síria, no Haiti, no Iêmen, na Correia do Norte. E, nessas constantes desavenças entre nações belicosas da África, Oriente e demais países do mundo, inclusive sul-americanos, ninguém sabe ao certo quantos artefatos dessa natureza existem abertamente ou são mantidos em segredo.

Atualmente, o Brasil é signatário de vários tratados de não-proliferação de armas nucleares. Na verdade, esses documentos internacionais, em vigor há mais de 50 anos, têm sido a pedra angular do regime global anti-nuclear, porém, como se vê, ainda se enfrenta uma série de desafios e dificuldades.

Voltando ao filme, não é fácil observar as disputas internas entre as celebridades do mundo da ciência e da política. O almirante Lewis Strauss, na grande atuação de Robert Downey Jr, foi responsável pela Comissão Atômica e também mentor do Projeto. Tem disputas pessoais com Oppenheimer, que, igualmente, possui relações árduas com o húngaro Edward Teller (a maior autoridade em partículas subatômicas), não só pelas discordâncias sobre fusão e fissão, mas porque Oppenheimer vetou o seu projeto da bomba H, fornecendo-lhe motivos suficientes para testemunhar, como vingança, contra o próprio chefe, que, apesar de ter sido considerado leal à nação, então acusado de pertencer ao partido comunista, por causa da esposa e do amigo Haakon Chevalier (Jefesson Hall desempenha seu papel no filme) não teve prorrogada a sua autorização de segurança, representando, noutras palavras, que o cientista não poderia mais participar de projetos de pesquisa relacionados à segurança nacional, nem assumir cargos de direção e de confiança, restando-lhe apenas o ensino superior.

Bem refletida essa película, voltada para os dias atuais, não vejo diferenças maiores entre Harry Truman e Donald Trump, em nível de inteligência emocional e estupidez. A propósito, a conversa entre Oppenheimer e o Presidente Truman (Gary Oldman), com a presença do risonho secretário de estado James Byrnes (Pat Skipper), na ótica do filme de Nolan, é decepcionante, tosca e cruel, seguida de olhares ligeiramente expressivos, esquivos, ou bem carregados de interesses e vilanias.

Ainda sobre essa visita, que é outro ponto alto do filme, no momento em que o cientista Oppenheimer, abatido e um tanto melancólico, se opõe à continuação da politica armamentista, e se diz estar com “as mãos sujas de sangue”, reportando-se simbolicamente sobre os recentes bombardeios nucleares em Hiroshima e Nagasaki, no mesmo instante, em contrapartida, de forma intencionalmente hilária, o persistente Harry Truman ofertou seu lenço, retirando do bolso de seu paletó e, após a rápida conversa, o enxotou de seu gabinete da Casa Branca, afirmando que não gostaria de vê-lo nunca mais.

IMAGEM, SOM E ELENCO EXCEPCIONAIS

Quanto à qualidade técnica, o nível do filme é inigualável, a começar pela edição das imagens que, suponho, usou um copião de 6 ou 7 horas de filmagem, para ser reduzindo a 3, com uma mixagem de um som excepcional e perturbadora. Rigorosamente, se as sequências são sobre a personalidade de um cientista em ação, os testes do Projeto Trinity (experiências das explosões do Projeto Manhattan) ficaram mais verdadeiros, reais e assombrosos, quando o som parece sair do âmago do personagem, para nos imprimir a certeza de que estamos diante de forças muito sérias, capazes de produzir um colapso em nível planetário, algo mais poderoso do que qualquer ser humano possa supor ou imaginar o seu uso.

A recriação da bomba atômica em todos os seus passos: estrutura, design, núcleo e esfera, além de sua fabricação analógica nas dependências edificadas provisoriamente em pleno deserto do Novo México, foi remontada de modo fiel, detalhadamente, de acordo com os bastidores desse trabalho secreto, a partir da construção de perfeitos cenários de época e maquiagens determinantes sobre as várias reações de cada personagem, consoante a sua posição comportamental, inclusive, em nível de caráter.

A propósito, nos momentos cruciais dos testes nucleares, Edward Teller, por vezes, passa sobre o rosto diversos protetores solares, usando óculos com lentes especiais porque ele, depois de “Oppi” (assim chamavam o coordenador), era de fato o mais interessado no Projeto, com um desempenho um tanto enciumado, tendo idealizado já naquela quadra a famosa bomba de hidrogênio.

Aqui abro parênteses para uma discussão aberta pelo filme: a questão do veto por Oppenheimer à iniciativa de Teller tinha fundamento prático e não pessoal, como já dito. Meu filho Saulo, expert em química, explica que a bomba H era muito mais letal que a bomba atômica, porque o hidrogênio ao ser liberado é mais inflamável e reage facilmente com o ar, sem falar em sua temperatura estupenda comparada ao urânio 235. Com o urânio convencional, eles tiveram problemas com vazamentos térmicos nas válvulas das bombas. A solução veio com o teflon (PTFE), hoje com centenas de aplicações, inclusive, nas panelas e frigideiras domésticas que são exemplos de bons isolamentos.

Definitivamente, os atores estão maravilhosos: o ator irlandês Cillian Murphy na atuação fantástica de Oppenheimer, como protagonista, está irretocável. Ele é acompanhado por um elenco coadjuvante numeroso e, em nível de atuação dramática, muito acima da média. Então, não será surpresa a premiação de qualquer um deles. David Hill, por exemplo, na pele de Ramil Malek, na defesa do cientista, figura com uma atuação empolgante. Diz, em seu depoimento junto à comissão nuclear de inquérito, que o almirante Lewis Strauss, para a comunidade cientifica, deveria estar fora da administração pública, o que abalou seriamente o seu inatacável prestígio, tanto que perdeu a gestão que administrava a comissão atômica norte-americana.

Impressionante também é a atuação pontual de Florence Pugh, que interpreta a médica psiquiátrica Jean Tatlock, com quem Oppenheimer teve um caso amoroso, tornando-se amiga íntima, trocando informações até o dia de seu suicídio, em decorrência de excessivas doses de barbitúricos, além da excelente interpretação do advogado Lloyd Garrison, sério, competente, simpático e realista, levada a efeito pelo ator Macon Blair, que faz a defesa do cientista, revelando também a quebra de várias garantias constitucionais, o que pareceu contraditório, tratando-se do berço da democracia do mundo, diante de um “circo armado”, como confidenciou ao seu cliente, que sinalizava para o malogro do então diretor do Projeto.

Mas emocionante mesmo é a participação da atriz inglesa Emily Blunt, representando a explosiva esposa do cientista, referência à bióloga alemã Katherine Kitty que o defende no inquérito de forma altiva, clara e honesta, com um depoimento que desmascara as reais intenções do procedimento inquisitorial, com uma inteligência surpreendentemente arrasadora, obrigando o inquiridor, o senador Mcgee (Hery Groener) a refazer suas indagações, aliás, uma passagem de representação dramática digna de um Oscar para melhor atriz, porque o filme Oppenheimer, por tudo que foi dito e certamente teremos muito mais a dizer, é o melhor filme do ano!

Durval Aires Filho

Durval Aires Filho é Desembargador do Tribunal de Justiça do Ceará, professor universitário e mestre em Políticas Públicas. É membro da Academia Cearense de Letras, tendo publicado os seguintes livros: “As 10 faces do mandado de segurança“ (Brasília Jurídica) e “Direito público em seis tempos. Autores relevantes e atuais” (Fundação Boitreaux). Antes da pandemia foi vencedor do Prêmio Nacional de Literatura para Magistrados, com a ficção “Naus Frágeis”.

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