Natureza, por Ian Fermon

Depois que aparece o sol

Por detrás duma colina

Desperta o potro selvagem

Que dormiu numa campina

Levando gotas de orvalho

Nos pelos negros da crina.

O clarão do raio corta

De noite o escuro véu

Parece até uma lanterna

Brilhando no meio do céu

Brilhante tal como as penas

Das asas de um xexéu.

Um amarelo sorriso

Estampando a noite nua

Espalhando uma luz fraca

Para iluminar a rua

Sem estrelas, poucas nuvens

Somente a face da lua.

Num botão que desabrocha

Na rama perto do cume

Uma abelha se embriaga

Sentindo o doce perfume

Seu corpo da cor de mel

Listras da cor de betume.

Ian Fermon

Ian Fermon

16 anos, estudante do Ensino Médio

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