Usem o bom senso para que se tenha alguma opção, por HAROLDO ARAUJO

As normas regimentais e repetidas discussões do exame dos mesmos temas no Congresso, por suas extensões e interpretações, podem estar criando um efeito contrário ao que pretendeu fazer o bem-intencionado legislador. Opositores usam um poder para se contrapor ao outro de forma desrespeitosa que chega a ser canhestra. Essa postura chega às raias de colocações cínicas, em verdadeiro desrespeito ao povo. Paulo Guedes tem sofrido com essa postura sim!

É muito mais evidente a falta de argumentação lógica no parlamento do que a legal. Há meses que se discute uma reforma que se mostra indispensável em sua candente necessidade. Não estou querendo discutir se a sua vigência trará o que os deputados apontam e discordam: “Se é injusta ou não, e com quem”. A Reforma da Previdência não é a única alternativa para o combate à recessão, mas certamente é o caminho para a busca do saneamento das contas públicas.
Mais do que isso, é o caminho para a boa e justa redistribuição das receitas. Já se tentou uma limitação e até contingenciamento de gastos com denominações que se tornaram populares, mas nunca respeitadas. Responsabilidade Fiscal, Teto de Gastos e tantos outros contingenciamentos, mas todos desrespeitados em face de outro viés mais grave ainda: O Rótulo de que os Orçamentos nos Estados e Municípios, tornou-se famoso como peça de ficção.

É nesse ponto que centramos nosso trabalho: O problema é fiscal. Podemos esclarecer nosso ponto vista de uma forma muito simples. A nossa Constituição de 1988 poderia ser alterada naquilo que se tornou impossível honrar, a exemplo de destinações percentuais que deveriam ser prioritárias como saúde por exemplo. Também não adiantaria priorizar se não houvesse boa gestão. Entre fazer uma nova CF e reformar a Previdência, vamos reformar a Previdência. Certo?

O problema é fiscal? Então as opções de correção estão relacionadas à carga tributária que já está alta demais. A sociedade não suporta mais encargos, taxas e tributos. Como a atual situação econômico-financeira do país não permite ou não suporta o aumento de impostos, o que se pode fazer é reduzir despesas. O único caminho para equilibrar as nossas finanças e trazer de volta a confiança no setor privado e o retorno dos investimentos que vão gerar empregos.

Podemos assegurar que não há como buscar consenso parlamentar quando for amparado em aumento do endividamento público. Imagine que esta Dívida já está alcançando percentuais críticos. Aqui está centrado o problema: A projeção do crescimento da Dívida Pública será exponencial se não corrigirmos com a reforma a atual situação fiscal. A própria previdência logo se inviabilizará. Segundo o ministro Paulo Guedes a atual previdência se tornará insolvente.
Se a atual previdência, do modo que está, não servirá aos brasileiros, pois que se faça a sua necessária correção para que possamos continuar trabalhando com a confiança de uma aposentadoria quando a hora chegar. Precisamos alertar aos nossos dignos representantes que nós brasileiros desejamos a sua continuidade no futuro. Apelamos para o bom senso e pedimos que revoguem as disposições em contrário. Salvem o que temos de melhor usando o bom senso.
Chega de protagonismos e observem as nossas demais prioridades a exemplo da saúde, a educação e a segurança. Sem as reformas não teremos sequer uma opção de direcionamento.

Haroldo Araujo

Haroldo Araujo

Funcionário público aposentado.

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