Uma atitude ousada de Bolsonaro, em indicação para embaixador. Por HAROLDO ARAÚJO

A tentativa de encarar o poder democrático não é função da imprensa, nem é salutar para a democracia. Isso acontece no mundo inteiro, até nos EUA. Os integrantes deste chamado quarto poder, insistem em medir forças com TRUMP. A operação “Lava-Jato”, no Brasil, que foi capaz de coibir o desastre de um recrudescimento da situação fiscal, nunca parou de ser manchete de forma crítica. Acreditamos que a imparcialidade na imprensa lhes faria muito bem.

No período eleitoral, os jornais divulgam propostas e realizações apelativas que encantam eleitores. A moralidade pública, cobrada em manchetes, não combina com filminhos montados por marqueteiros. Já não sabermos direito o que é proposta ou obra em curso, algumas abandonadas. Passadas as eleições, cadê aquele “Trem Bala” e aqueles projetos que pareciam já estar funcionando. O idealismo foi embora e a democracia perdeu a sua aliada.

Bolsonaro foi eleito sem filminhos e sem dinheiro para propaganda na imprensa, não pode negar suas origens, nem faltar com sua base eleitoral. Ficou sem alternativa ao cortar as verbas de publicidade quando o dinheiro (público) minguou.  A imprensa não percebeu que precisava retomar os ideais que lhe deram tanta credibilidade que já foi chamada de “Quarto Poder”. Resgatar a credibilidade depende de severa reflexão e atendimento de demandas sociais.

As dores da população continuam sendo relacionadas à nossa situação econômico-financeira. Os nossos representantes no Congresso Nacional e a própria imprensa trocam ideias, pela via das manchetes de jornais, mas ambos se distanciam da nossa realidade que é a dignidade. Assim como devemos reconhecer que Bolsonaro foi a Washington e mostrou a austeridade coerente com a situação de nosso país. Todos devem inovar e ousar de modo a atender esses anseios.

Para ser corrente com o momento, a austeridade e contenção de gastos foi-se estendendo e, para alguns, a atitude ficou rotulada como se tratasse de uma marcação. Uma saraivada de críticas de todos os naipes e o Presidente da República não demonstra qualquer intenção de recuar. Ao contrário, avança ao indicar o nome de seu filho Eduardo Bolsonaro, Presidente da Comissão de Relações na Câmara, para ser o embaixador do Brasil em Washington.

Acontece que, em Washington, Donald Trump não tem sido bem avaliado pela imprensa em geral. Bolsonaro não busca aplausos da imprensa com a ousadia da nomeação. Trump e Bolsonaro, ao contrário de buscar aplausos, trabalham para melhorar os negócios e assim buscam esse importante aliado para aumentar a corrente de comércio (Exportações + Importações). A ousadia de Bolsonaro não tem o fim que lhes atribuem com superficialidade.

O Presidente Donald Trump concordou em apoiar a entrada do Brasil na OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), assim como os demais membros (34) e Bolsonaro já percebeu que faltam poucos detalhes. É preciso que este embaixador do Brasil seja de inteira confiança de ambas as nações envolvidas e isso o Presidente brasileiro comprovou em recente viagem àquele país e em reunião fechada com os três: Trump, Bolsonaro e o filho.

Bolsonaro, assim como Trump, estão preocupados com a economia e não em agradar a Imprensa e o Congresso. O caminho do insucesso é tentar agradar a todos (John Kennedy).

Haroldo Araujo

Haroldo Araujo

Funcionário público aposentado.

Mais do autor

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.