Um país em luta por sua estabilidade, por Haroldo Araújo

 

O Brasil superou inúmeras crises econômicas, com reduzidos confrontos radicalizados na sociedade. Estamos há décadas em busca de caminhos alternativos para sair da excessiva interferência governamental nas atividades do setor competitivo. Caminhos que envolvem entendimentos entre os maiores beneficiários, o próprio povo, através do parlamento. Cabe aos parlamentares fazer esse entendimento entre os 3 (três) poderes envolvidos.

A participação do governo nos empreendimentos privados é salutar, sim, quando o mercado não oferece condições financeiras. A história registra a ação governamental com a siderurgia e o petróleo, na luta pela emancipação econômica de nosso país ainda no Governo Vargas. Nosso Presidente, de então, foi capaz de dar início a esses empreendimentos por que a iniciativa privada não tinha condições de fazê-lo.

Não é função de governo, qualquer que seja a sua modalidade, a realização de negócios com a finalidade de obter lucro. A continuidade de muitos negócios que deveriam estar à cargo da iniciativa privada e que ainda permanecem, desde sua fundação, sob controle governamental, sofrem interferências políticas que podem ser prejudiciais aos resultados e podem gerar relações indevidas e com repercussões negativas que destroem a credibilidade de ambos.

O Banco do Estado do Ceará foi vendido ao Bradesco no governo do Presidente Lula. A primeira venda de banco público pelo Lula foi a do Banco do Estado do Maranhão. Fernando Henrique foi demonizado por ser um privatista. Não condeno nenhum dos dois governantes por suas iniciativas. Ainda recente a notícia do resultado do leilão de 12 aeroportos com ágio de 986% em relação à pedida inicial. O arrecadado foi de R$ 2,37 bilhões: Governo de Jair Bolsonaro.

Posicionamentos políticos contra iniciativas da espécie, tem registro na História e o Brasil é líder nesse discurso. Gestões de negócios pelo setor público e que trazem prejuízo aos cofres públicos é o mesmo que transferir o prejuízo para o povo. Por essa razão é que muitos desapercebidos ou desatentos políticos sofrem derrotas nas urnas e não se reelegem. Os bancos estaduais foram privatizados por Lula e lhe devemos agradecimentos. Atividades de risco são do setor privado.

Tanto Lula como Fernando Henrique lutavam pela estabilidade econômica. O Brasil continua nessa ingente batalha, com ou sem apoio dos próprios governos estaduais que lhes causou e continua dando motivos para contestações de medidas que sabemos têm o objetivo precípuo de equilibrar as contas públicas. A reforma previdenciária é uma das mais inglórias disputas no campo da política. Chega a ser de severo oportunismo político, ficar contra a reforma.

Em reunião na casa do Presidente da Câmara, Dr. Rodrigo Maia, compareceram todos os chefes dos 3 (três) poderes para entendimento em torno da proposta da reforma previdenciária. Um encontro que representa a grande preocupação com essa luta de nosso povo pela volta dos empregos e da continuidade do crescimento econômico, uma perfeita relação de causa e efeito para outro aspecto de igual importância que é a credibilidade (condição sine qua non).

Os governadores das regiões Sul e Sudeste se reuniram em Minas Gerais para reafirmar apoio incondicional à reforma previdenciária. Divulgaram manifesto em que expressam entendimento de que não se trata de posicionamento senão em favor da luta para saneamento das finanças e que por via de consequência da melhoria do ambiente de negócios de forma a ampliar a credibilidade e atratividade de investimentos.

Além do apoio incondicional dos estados das regiões SUL e SUDESTE às REFORMAS, o ágio do Leilão dos aeroportos, expressam capítulos da história na luta pela estabilidade econômica.

Haroldo Araujo

Haroldo Araujo

Funcionário público aposentado.

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