Trabalhadores, animem-se, o futuro que os espera já começou, por Jana

Com ou sem lista de Beltrano ou Sicrano, a hora é de aprovar a reforma trabalhista, que flexibiliza as regras na relação entre patrão e empregado, e a tal lista pode até ajudar, pois os membros do Congresso votarão sob uma inevitável pressão.

Os trabalhadores brasileiros precisam entender como funciona o mercado e parar de perder tempo lutando contra a lei da oferta e da procura. Cobrar direitos quando falta emprego é dar murro em ponta de faca. É hora de derrubar os custos para o empregador. A terceirização irrestrita já fez uma boa parte do serviço, falta complementar com uma dúzia e meia de ajustes na velha e cansada CLT do passado perdido no tempo.

Respeitar a lei da oferta e da procura é fazer prevalecer o negociado sobre o legislado. É deixar que o mercado defina os preços de equilíbrio. Num mundo de constantes mudanças, estabilidade é coisa vencida, quem fica parado é poste.

Como vai ser o futuro?

O trabalhador vira um empreendedor da sua força de trabalho. Vai ao mercado e coloca seu preço. Se houver demanda em alta, ele ganha mais, claro. Em mercado de baixa demanda, seu preço tem de cair, mas ele tem a chance de ganhar alguma coisa.

Emprego é coisa de esquecer, a palavra é trabalho. Os trabalhadores são agora (ou serão em breve futuro) uma “commodity” especial, podendo mesmo vir a ser negociada em bolsa de valores ou em mercados eletrônicos.

E não se espante se tivermos mercados a termo de mão-de-obra, com boas possibilidades de ganhos para investidores livres. Os trabalhadores se transformam agora numa espécie de exército de reserva, disponível e de preço variável, atuando em mercados dinâmicos, mas com características cada vez mais padronizadas. Os sindicatos, já sem o imposto que financiava o peleguismo, vão se reinventar ou desaparecer. Exceções só confirmarão a regra.

Jana

Janete N. Freitas cursou escola de Comunicação, é executiva e consultora de vendas e marketing, adora um bom debate político e faz versos.