A terapia congnitivo-comportamental em idosos, por Alice Tozzi

A terapia cognitivo-comportamental tem por objetivo tratar de um problema atual inerente ao paciente, consistindo em um processo estruturado, aplicado mediante um plano previamente estabelecido e de caráter educativo. Durante o processo, o paciente é conscientizado sobre suas questões e participa ativamente das sessões. São utilizadas técnicas e treinos tendo como objeto importante desenvolver habilidades sociais que garantam um melhor convívio com a situação-problema, bem como uma interação mais adequada nos diversos grupos sociais.

Dentre as várias abordagens psicoterapêuticas, a terapia cognitivo-comportamental tem apresentado resultados palpáveis, comprovados através de inúmeros estudos que apontam evidências empíricas de melhoras observadas no tratamento de diversas patologias, como depressão, ansiedade, Parkinson, insônia, demência, dentre outras.

A TCC envolve a adaptação do idoso às alterações decorrentes do envelhecimento, desenvolvendo habilidades inerentes à autonomia. Também trabalha na facilitação da expressão dos sentimentos e desejos. Além disso, ao fomentar a consciência acerca de determinada questão, estimula a busca por soluções realistas e adaptativas, mitigando o desenvolvimento de comportamentos disfuncionais.

Nesse sentido, visando assegurar a qualidade de vida do paciente, devem ver estimulados fatores ligados à autoestima e ao autocuidado, além do alívio de sintomas disfuncionais, como ansiedade e depressão. Outrossim, deve-se instrumentalizar o paciente acerca de suas dificuldades, trabalhando de modo que ele passe a enfrentá-las de forma funcional/adaptativa. Por fim, o acompanhamento envolve suporte e orientação a cuidadores e familiares.

A avaliação do idoso compreende aspectos típicos dessa etapa da vida, peculiaridades das patologias, história de vida, medicação, prejuízo cognitivo, rede social de apoio e outras questões que se mostrem relevantes para o tratamento e acompanhamento. Durante a avaliação, é importante entender a dinâmica do analisando, a funcionalidade/disfuncionalidade de seus comportamentos, em que circunstâncias ocorrem as dificuldades a serem trabalhadas e quais as suas consequências. É preciso investigar ainda variáveis ambientais que podem estar mantendo e potencializando comportamentos disfuncionais, bem como qual o padrão cognitivo que agrava a patologia.

Diante dos dados clínicos, o psicólogo deverá compreender toda a dinâmica inerente ao padrão de comportamento do analisando que concorre para a manutenção/agravamento da patologia e realizar intervenções em conformidade com um planejamento técnico, adequado às demandas específicas apresentadas, com a finalidade de ampliar o repertório comportamental do paciente.

A terapia cognitivo-comportamental para idosos segue o mesmo padrão das demais faixas etárias, com sessões semanais de cinquenta minutos de duração, tendo como objetivo desenvolver uma maior adaptação do idoso frente às limitações decorrentes do envelhecimento.

Alice Tozzi

Alice Tozzi

Psicóloga formada na UNICAP em Recife. Formação em Psicoterapia breve-focal, Neuropsicóloga e Pós Graduada em Psicodiagnóstico. Psicoterapeuta de crianças, adolescentes e adultos. Avaliação Neuropsicológica e Psicodiagnóstico. Assessoria Educacional. Contao: [email protected]

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