Senescência, senilidade e qualidade de vida, por Alice Tozzi

O crescimento da população idosa no Brasil tem-nos alertado para os problemas decorrentes dessa faixa etária, exigindo terapêuticas adequadas à prevenção e tratamento dos idosos, garantindo, assim, um envelhecimento saudável, a chamada senescência, e evitando a senilidade.

A senilidade é uma condição que pode ou não surgir com a idade, não estando condicionada exclusivamente ao envelhecimento. É um processo patológico que se traduz em perda da capacidade da memória, desorientação, entre outras condições que comprometem a qualidade de vida dos idosos.

O envelhecimento saudável envolve os aspectos biológicos, psicológicos e sociais. Os aspectos biológicos estão relacionadas a questões fisiológicas, hormonais, ou seja, a gradual alteração sofrida pelo organismo com o passar dos anos. Somado a isso, os aspectos psicológicos do envelhecimento compreendem mudanças de comportamento ligadas a limitações e incapacitações de natureza física e mental que podem estar causando sofrimento e prejuízo em diversas áreas da vida.

É preciso ter muita atenção às atitudes a serem tomadas frente às condições impostas pelas circunstâncias inevitáveis do envelhecimento. São justamente as interpretações dadas aos eventos (isto é, como a pessoa pensa a respeito) que pode dificultar o início e a adesão a um acompanhamento profissional adequado.

Os aspectos sociais do envelhecimento estão relacionados aos critérios de idade ou marcos temporais para que certos eventos da vida aconteçam, como, por exemplo, o casamento, que, de acordo com o consenso vigente, deve ocorrer no inicio da fase adulta.

Diante desse processo gradual e irreversível, surge a necessidade de atenção especial no que tange a reajustes, readaptações e estratégias para lidar com as mudanças inevitáveis impostas por essa nova etapa, de modo que o idoso possa preservar a sua qualidade de vida.

É nesse cenário que se apresenta a necessidade de acompanhamento por equipe multidisciplinar, que pode desenvolver um trabalho desde o início do processo no sentido que as mudanças de caráter funcional e estrutural decorrentes da idade não se agravem trazendo prejuízos à qualidade de vida.

Alice Tozzi

Alice Tozzi

Psicóloga formada na UNICAP em Recife. Formação em Psicoterapia breve-focal, Neuropsicóloga e Pós Graduada em Psicodiagnóstico. Psicoterapeuta de crianças, adolescentes e adultos. Avaliação Neuropsicológica e Psicodiagnóstico. Assessoria Educacional. Contao: [email protected]

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