Senador do PMDB contesta STF e diz que não há tortura ao animal na vaquejada

Ao lamentar decisão recente do Supremo Tribunal Federal de considerar inconstitucional lei que regulamenta a vaquejada, o senador Raimundo Lyra (PMDB-PB) anunciou nesta segunda-feira (17) a apresentação de projeto restabelecendo a prática dessa manifestação cultural que, segundo salienta, gera mais de 600 mil empregos diretos no Brasil.

— Não há nenhuma tortura ao animal — garantiu o senador em Plenário.

Para Raimundo Lyra, “crueldade mesmo é criar frangos em granja”.

— A vaquejada é uma tradição. Ela encontra no passado a legitimidade necessária para se reafirmar como prática cultural no presente e sobrevive graças à sua capacidade de se adaptar às transformações de criatividade. Reconhecer a vaquejada como manifestação da cultura nacional permitirá ao poder público implementar ações de compatibilização dessa prática.

Ele lembrou também que são mais de 600 eventos por ano no país, reunindo 80 mil espectadores por noite, com premiações que movimentam milhões de reais por ano.

Raimundo Lyra disse ainda que a vaquejada é uma tradição que começou há cerca de 100 anos na Caatinga, onde os vaqueiros iam juntando o gado e quando algum animal, mais selvagem, se afastava muito, ele tentava derrubá-lo pela cauda, para depois juntá-lo ao grupo.

Agência Senado

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