Riscos são decorrentes da volatilidade dos mercados, por Haroldo Araújo

Os mercados financeiros (por exemplo) são mais afetados pela conjuntura e estão globalizados, por essa razão podemos citar um megainvestidor como George Soros que até já foi capaz de apostar contra a Libra e venceu (pasmem): Venceu o investidor e o BC (Banco Central) inglês engoliu a pílula. Igualmente o Federal Reserve já amargou pior quando encarou a crise das “Sub Primes” no mercado americano. Quem fazia essa escolha sabia das possibilidades de ganhos e de riscos também.

Vale destacar que: Se o BC americano não tivesse tomado as medidas que tomou através de seu potencial de implementação de uma severa política monetária: “Quantitative Easing” [frisamos] essa crise teria efeitos piores, o que desencadearia (isso mesmo no condicional) um efeito dominó em todo o mundo a partir dos EUA e assim não aconteceu o pior. Não foi uma ação prévia do FED mas posterior ao desencadeamento do problema e de fato uma gigantesca ação de irrigação de liquidez, preventiva sim e com vistas aos seus para-efeitos.

Como se sabe nenhum Banco Central seria capaz de assumir riscos de quem quer que seja (outros/terceiros) e não deve e nem têm essa finalidade de oferecer certeza de retorno aos aplicadores, investidores ou empresas. Seria “Ótimo” e, se assim fosse, todos buscariam sempre aquelas aplicações de maior retorno e nunca as de menor retorno e mais seguras. Faz sentido não é mesmo?

Cada um assume seus riscos. Existem aplicações de menor ou maior grau de risco e o retorno também será proporcional. A preocupação dos BCs é oferecer uma regulação ao sistema de modo a poder proporcionar um melhor acompanhamento da evolução dos negócios, dos mercados, qualidade dos ativos e situação patrimonial com a divulgação dos “Balanços”, mas esclarecendo que se trata de um trabalho de supervisão com vistas ao sistema como um todo. Diz-se SFN – Sistema Financeiro Nacional que tem suas regras e limites de grau de ALAVANCAGEM (Basiléia).

Nem mesmo o mais forte BC do mundo foi capaz de deter a excessiva exposição ao “RISCO” do Lehman Brothers que teimava em atuar no “limite” e, portanto, com maior possibilidade de lucro. Repetimos: Maior possibilidade de lucro decorre de uma busca do mais alto grau de alavancagem, como acontece (via de regra) mas não deu certo! O mundo inteiro sofreu abalos.

Os BCs não atuam no que diz respeito à ação volitiva ou gerencial (individual) posto que diferentemente têm atuação no conjunto da sociedade e raramente nas possibilidades de controle individual (aqui na divulgação de índices) que compete à cada empresário gerencialmente cumprir e até determinar suas fronteiras no mundo, a exemplo de riscos soberanos (Cada país tem sua política) e conjunturas as mais diversas. Todos estão sujeitos às modificações constantes de cenários e perspectivas e o Lehman Brothers avançou em busca de aplicadores igualmente alavancados.

Riscos de aplicações ocorrem também em outras nações por se tratar de aplicações em outras moedas. Podem perder e podem ganhar. Decerto o mundo passa por momentos desafiadores e compete às Instituições de controle de cada país a realização de ajustes de modo que as modificações sejam absorvidas e ainda de forma a que todos tenham a menor afetação possível em termos do que essas bruscas alterações poderiam causar.

Um brasileiro que queira tomar empréstimos em moeda estrangeira em países com juros próximos de ZERO lucrará com a comparação do custo da operação em relação à nossa taxa de juros mais alta, todavia estará sujeito também a pagar a variação cambial que se registrar na ocasião do pagamento em moeda convertida.

Aqui no Brasil nosso povo já enfrentou até graves e prolongados períodos inflacionários e eles foram superados sempre. Mais difícil ainda foram as chamadas medidas heterodoxas decorrentes de pensamentos mais diversos e todas elas foram superadas apesar dos mais contundentes solavancos das medidas governamentais.

O Brasil está se preparando sim (com boa dose de segurança) para sair de uma crise política que vem causando estragos no setor econômico e nossa moeda o “Real” está firme há duas décadas e meia. Os piores momentos foram superados e os Investidores estão em busca do Brasil.

Foi dado ao mundo uma prova de maturidade política e tudo isso sem traumas. Foram promovidas as necessárias alterações no mais alto escalão do quadro institucional e graças a Deus há muita luz no horizonte.

Haroldo Araujo

Haroldo Araujo

Funcionário público aposentado.

Mais do autor

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.