A RESPONSABILIDADE DE NOSSO TEMPO, por Danilo Ramalho

A reinvenção constante da carreira ou negócio não é uma ideia, é um fato! Isto acarreta grande peso e responsabilidade sobre tal conclusão. É necessário lembrar outras realidades envolvidas em segmentos como leitura, estudo formal, família, mídia etc. A lista é bem grande para um artigo, então, determinemos uma visão generalista que atravesse estas realidades.

Viver na era do conhecimento e da comunicação nos dá um potencial reforço para nosso aperfeiçoamento, como pessoa, profissional e cidadão. Façamos o que temos que fazer nesta geração: busquemos o aperfeiçoamento! Quando falamos de comunicação e marketing em sala de aula, ou quando abrimos um livro fundamental sobre tais assuntos, nos deparamos com inúmeras estratégias, mas uma das mais interessantes – se não, a mais fundamental de todas! – é a melhoria do produto disponível no mercado, uma ação que, aliás, nunca termina. Dando um salto relacional com a guarda das proporções cabíveis, é apropriado perguntar: como anda a melhoria da sociedade na era do conhecimento?

Carreira? Renda? Consumo? Tudo muito bom. Mas, e a sustentação disto, sob uma base educacional e moral? Pegando apenas a questão educacional, o mais recente resultado do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), do Banco Mundial, nos coloca em uma situação de difícil descrição: mais de dez gerações para atingir o índice de leitura dos países desenvolvidos!? É este o resultado de nosso aperfeiçoamento? O ciclo de vida dos produtos, também ensinado no marketing, aponta que elas, as “coisas”, podem – e provavelmente vão ter! – um curto período de existência, do lançamento no mercado até a retirada da praça. Eles, os produtos, saem porque não foram aperfeiçoados diante das mudanças exigidas pelo consumidor. E os profissionais de hoje, continuam acreditando que o foco deve estar na tríade carreira-renda-consumo como as principais ambições? Difícil sustentar uma sociedade que mire nestes pilares, a não ser que queiramos implodi-la. Também há um ciclo de vida para esta busca acelerada do “ter” antes do “ser” que estamos inseridos.

Toda esta energia incrível, presente nestes tempos de alta tecnologia, deve ganhar outro foco. Devemos mirar mais alto e estender ao máximo o ciclo de nossas contribuições para com a sociedade. É para grandes alturas que todos são chamados, na multiplicidade de talentos que se apresentam no quotidiano dos profissionais do Século XXI. É no quotidiano, aliás, que se constroem carreiras de sucesso; uma construção silenciosa e escondida aos holofotes. O sacerdote espanhol, Josemaria Escrivá de Balaguer (1902-1975), passou a vida pregando sobre o quotidiano e de como esta realidade pode ser caminho para o aperfeiçoamento. “O estudo, a formação profissional, seja qual for” dizia em sua obra Caminho, “é obrigação grave entre nós”. O que ele diria das possibilidades – e responsabilidades! – destes nossos tempos?

Danilo Ramalho, Msc | AcademiadaP

Danilo Ramalho

Danilo Ramalho

Jornalista, Consultor e Professor na Academia da Palavra

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