Privatização, teu nome é corrupção graúda

Com a autoridade de acadêmico respeitado e de escritor bem sucedido com o público e com a crítica. Jessé de Sousa abre o olho da opinião pública e coloca o dedo dentro. Ele diz mais ou menos o seguinte – Privatização, teu nome é corrupção graúda. E explica que, a julgar pelos preços que estão sendo praticados nos negócios de transferência de ativos do Estado para as mãos de empresários privados, comissões secretas de grande monta estarão sendo depositadas em contas discretas nos mais diversos paraísos fiscais.

O fato é que a Miriam Leitão, na Rádio CBN, há pouco mais de dois anos, disse no ar que a Eletrobrás poderia ser privatizada (vendida) por míseros quinze bilhões de reais (quando vale mais de 350 bilhões), por exemplo, já que isso seria bom para o Brasil e para os brasileiros, pois o novo dono faria os investimentos que o Estado não teria (sic) condições de fazer e o preço da energia poderia até cair para o consumidor. Vocês não acham que a espertíssima Miriam Leitão acredita numa bobagem dessas. Ela não é boba, nem cega. Ela sabe e vê o que aconteceu com as tarifas de telefone com a privatizacão das teles, e sabe o nível de qualidade (péssima) do atendimento ao consumidor.

Também está cansada de saber o que acontece com as estatais que vão para as mãos do setor privado. Olhem para o Amapá e o suprimento de energia. Olhem para seus estados e para as distribuidoras locais de energia.

O escritor Jessé de Sousa botou o dedo na ferida. O que há de graúdo no governo atual é só a Agenda do Guedes. Com a lista de negócios de privatização a preço de nada. Todo mundo sabe, todo mundo vê, todo mundo finge que não sabe e que não vê.

São corajosos esses negociadores, esses intermediários, esses consultores, essas bancas de advogados e esses servidores públicos bem posicionados para fluidificar e facilitar o trânsito de papís e de transferência de patrimônio público gigantesco. Sim, coragem, porque basta uma mínima mudança política e as investigações começarão. E pode ficar complicado até para quem comprou e pagou.

De todo modo, essa agenda segura o ministro, dá suporte ao que se convencionou chamar de mercado e até sustenta o presidente que faz tudo para não governar.

E as reformas, coitadas das reformas, elas apenas enfeitam o bolo.

(Isso tudo é uma pena, é de fazer dó. O Brasil teria condições de fazer um Programa de Privatização sério, honesto, planejado, ordenado, consequente e capaz de arrecadar trilhões e dinamizar várias cadeias setoriais. Nada disso está sendo feito, nem sequer pensado. Uma coisa estranha.)

Jana

Janete Nassi Freitas, nascida em 1966, fez curso superior de Comunicação, é expert em Administração, trabalhou como executiva de vendas e agora faz consultoria para pequenas e médias empresas, teve atuação em grêmios escolares quando jovem, é avessa a redes sociais embora use a internet, é sobrinha e neta de dois vereadores, mas jamais engajou-se ou sequer chegou a filiar-se a um partido, mas diz adorar um bom debate político. Declara-se uma pessoa “de centro”. Nunca exerceu qualquer função em jornalismo, não tem o diploma nem o registro profissional. Assina todos os textos e inserções na internet como “Jana”.

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