PRECISAMOS DE LIDERANÇAS DE QUALIDADE OU…

Este texto tem um único objetivo: mostrar que não é força de expressão dizer que o mundo está fazendo nestes dias escolhas que podem nos colocar no caminho da barbárie. Estamos nas mãos de líderes de baixa qualidade, fracos, sem compromisso com as pessoas e sem convicção democrática. Quem avisa, amigo é. 

Essas ideias e essas palavras me ocorreram depois de ler o artigo publicado neste Segunda Opinião pela Mônica Moreira da Rocha, EUROPA E BRASIL: A ESFERA PÚBLICA AMEAÇADA, 01/09/25, em que ela analisa a Europa lembrando que este berço da civilização ocidental, este continente paradigma de desenvolvimento humano está prestes a fazer de novo escolhas decisivas, agora dramáticas. Escolhas que estarão sendo feitas também por países, a começar pelo Brasil.

Vamos usar fatos históricos para criar um paralelo que facilite a compreensão e reforce o argumento. 

  1. Quando terminou a Primeira Guerra Mundial, os países vitoriosos impuseram aos países derrotados um acordo excessivamente severo, praticamente incapaz de ser cumprido, sobretudo em seus termos econômicos e financeiros. As Nações derrotadas foram literalmente sufocadas e humilhadas. O que aconteceu naqueles lentos tempos históricos após o fim da guerra todo mundo lembra: hiperinflação num país europeu, a crise de 1929 que abalou meio mundo por quase uma década e o florescimento do nazismo e do fascismo. Tudo isso levando à maior de todas as tragédias, a Segunda Guerra. Esta foi a escolha consciente feita pelas lideranças políticas mundiais e estas foram as consequências nas três décadas seguintes.
  1. Quando terminou a Segunda Guerra Mundial, as lideranças dos países vitoriosos eram mais esclarecidas e tinham mais responsabilidade. Então, evitaram humilhar e sufocar os derrotados. Ao contrário, as Nações derrotadas receberam apoio e financiamento para se reconstruírem e se recomporem em tudo, menos nas armas. Estas foram as escolhas de  líderes responsáveis. Nos 30 anos seguintes o mundo teve paz e desenvolvimento, empresários lucrando, trabalhadores prosperando, a ponto de entre 1945 e 1975 muitos historiadores a este período se referirem como “as três décadas de ouro“. 

As advertências não podem cair no vazio. Há uma luta em andamento para interromper o envenenamento da esfera pública. Precisamos de líderes de qualidade que se unam para evitar que o mundo caía de novo em décadas de tragédia. 

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