Pré-leitura do livro “Quando falamos de dinheiro, nunca é só sobre dinheiro”, de Marcos Venicius Gondim

AUTOR

Marcos Venicius Gondim é especialista e professor de gestão financeira empresarial e pessoal, custos e formação de preço de venda. Tem mestrado em Desenvolvimento Territorial. Foi consultor do Sebrae por mais de 20 anos.

A PUBLICAÇÃO

O livro “Quando falamos de Dinheiro, nunca é só sobre Dinheiro”, de autoria de Marcos Venicius Gondim, foi lançado em 2023, com 127 páginas, fartamente ilustrado, pela Expressão Gráfica e Editora.

CIRCUNSTÂNCIAS

Especialista no tema, Marcos Venicius Gondim desenvolveu uma visão própria dos assuntos de dinheiro, sobretudo como consultor empresarial. E nessa área fez várias publicações sobre questões específicas. Até que concebeu um modelo original para a gestão consciente das finanças pessoais. Uma contribuição efetiva para a Educação Financeira.

A IMPORTÂNCIA DO LIVRO

Por força natural dos enormes interesses envolvidos em torno do dinheiro, o tema da gestão financeira tem um imenso fluxo de publicações. Marcos Venicius Gondim traz em seu livro um modelo completamente original, apresentado com objetividade e simplicidade. E desfaz já no título a ideia de que é a racionalidade que impera nas escolhas ao longo da vida, principalmente quando se trata de ganhar, perder, investir ou gastar dinheiro.

O LIVRO

O modelo desenvolvido pelo autor do livro é simples e didático. Está explicado nas quatro operações aritméticas básicas: adição, subtração, multiplicação e divisão. Cada uma das quatro atividades gestoras de dinheiro tem um capítulo próprio e as ideias são acompanhadas de gráficos, tabelas e ilustrações.

A obra está estruturada em 13 capítulos breves. A linguagem é acessível e sem economês. Aborda questões que vão desde a infância até a aposentadoria. Boa leitura!

INSIGHTS

“As empresas não compreendem a importância de terem seus funcionários alfabetizados financeiramente e não investem nessa área.

“Entre amigos, assuntos ligados à gestão financeira pessoal são, muitas vezes, considerados invasão de privacidade e pouco se conversa sobre o tema.

“Crianças que têm contato desde cedo com conceitos financeiros desenvolvem habilidades essenciais para manejarem bem seus orçamentos quando adultos.

“O consumismo é um dos grandes vilões da modernidade. Ele não tem uma causa específica: pode ser motivado por uma série de fatores que envolvem desde o apelo da mídia até táticas de propaganda.

“O estilo de vida frugal está associado ao conceito da simplicidade voluntária.

“Para uma parcela crítica de nossa sociedade, que engloba parte dos mais ricos,parece não haver um limite que defina o que é ‘suficiente’.

IDEIAS CENTRAIS

“Podemos definir Educação Financeira como uma prática social cuja finalidade é o desenvolvimento da consciência e da competência de uma pessoa ao lidar com Dinheiro. Consciência no discernimento, bom senso, clareza, autoconhecimento e valores morais; competência no conhecimento, habilidade e atitudes no trato com o Dinheiro. Com três objetivos: melhoria da qualidade de vida, exercício da cidadania e busca da realização de sonhos.

“A realidade é que grande parte da população vive para pagar as contas. Acordam mal-humoradas, seguem para seu trabalho chato, aguentam aquele chefe sacana e quando voltam para casa à noite, é um desânimo! Tudo gira em torno do trabalho e de pagar as contas. Se sua vida é essa, você está na ‘corrida dos raros’.

“Embora seja uma excelente ferramenta de Educação Financeira, sozinha, a mesada não ensina nada. De fato, os pais precisam dar orientação aos filhos para que eles aprendam a lidar com o Dinheiro. Em outras palavras, a mesada serve para dar um certo grau de independência e tornar reais as experiências financeiras.

“Se você não precisa mais trabalhar e não sabe o que fazer com o tempo livre, monte um grupo de estudos ou pratique alguma atividade física na pracinha de seu bairro. Sua vida merece ser preenchida de forma saudável e prazerosa , e a aposentadoria é uma boa oportunidade para prestar atenção nisso. Até há algum tempo, o próprio aposentado era preconceituoso com sua condição, fazendo, muitas vezes, o papel de velho ranzinza.

“Riqueza envolve um punhado de coisas que incluem: felicidade, satisfação, saúde, tempo, atitudes, relacionamentos, estilo de vida, paz interior e qualquer outra coisa que você deseje obter e que signifique bem-estar para você. Mas, hoje, em pleno século XXI, o fator mais utilizado para medir ‘riqueza’ ainda é o Dinheiro.

Osvaldo Euclides de Araújo

Osvaldo Euclides de Araújo tem graduação em Economia e mestrado em Administração, foi gestor de empresas e professor universitário. É escritor e coordenador geral do Segunda Opinião.