Os Brasis: a hora do jogo

como encaixar num quebra-cabeça a peça definitiva, mesmo sabendo que ela não vai se encaixar? como colocar em jogo o craque que decidiria a partida, apesar dele apenas querer jogar para a platéia? como jogar na mesa o triunfal às de trunfo, se ele insiste em pular fora do baralho?

o cenário que vivemos no Brasil é inédito e, ao mesmo tempo, aterrador. nunca antes neste país o jogo esteve tão às claras, mas nunca também as cartas estiveram tão embaralhadas.

mais uma vez o novo tenta nascer, não apenas o velho se recusa a morrer, como é mantido artificialmente vivo conectado a caros, e geralmente inúteis, aparelhos, ironicamente denominados pela indústria médico-hospitalar como “suporte de vida”.

mas o que nasce primeiro? o programa mínimo e sua estratégia? ou o candidato viável eleitoralmente para viabilizá-lo? ou continuamos nos perdendo nas falsas questões? e sendo assim, qual a questão que, de fato, importa?

estamos todos numa travessia. num interregno. na escuridão de uma noite perversa, procuramos pela saída. mas já estamos fartos de saber que já não há saídas. houve sim um caminho de entrada. mas por ele jamais poderemos retornar.

(Trecho inicial de artigo de Arkx no Jornal GGN)

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