O que os chilenos, argentinos e equatorianos ainda não entenderam? – JANA

O Poder Executivo é quem conduz as ações para dar concretude aos interesses que precisam ser administrados.Por que? Porque é o Executivo quem trata do grosso do dinheiro, quem manipula (no bom e no mau sentido) os recursos da sociedade, ou seja, o orçamento. Uma grana imensa que caminha para chegar a trilhões todo ano.

O Poder Legislativo tem um papel a desempenhar, na medida em que é ele quem tem a função de colocar as ideias e os interesses dentro da lei (sim, tem que por em lei, porque o poder público só pode fazer coisas e destinar dinheiro dentro do que a lei prevê). E não custa lembrar que é o Legislativo que aprova o orçamento anual.

O Poder Judiciário aplica a lei e julga o que está fora da lei. E tira da praça quem a seu juízo está fora da lei. Quando a coisa sai de controle o Judiciário é chamado a interpretar alguma lei fora da lei, ou tirar de circulação alguém no interesse da “lei e da ordem”. O Poder Judiciário existe para provar que todos são iguais perante a lei.

O quarto poder é a Imprensa, que tem compromisso exclusivo com a verdade, nunca tem preferências partidárias (nem contra, nem a favor, acredite) e se obriga em todo instante separar a indformação da opinião e defender o que for o legítimo interesse do povo, principalmente dos mais pobres.

É assim aqui, ali e além.

Os mercados se comportam conforme a mais pura das leis, a lei da oferta e da procura, que vigora desde sempre e no mundo todo, embora jamais alguém a tenha escrito ou nela votado. Sim, porque no mercado também todos são iguais (acredite).Para que os resultados sejam os mais felizes para todos, mas principalmente para os mais pobres, o mercado precisa ser cada vez mais livre e cada vez menos regulado (como nas selvas mais naturais).

Assim, o câmbio flutua, as taxas de juros oscilam e os orçamentos se equilibram, sempre no interesse das maiorias mais humildes e desprotegidas, aquelas financeiramente mais vulneráveis. Afinal, tudo é feito em benefício dos mais pobres. Principalmente as reformas, necessárias, urgentes, indispensáveis e para proteger os vulneráveis.

Assim caminha a sociedade. O mais importante é que todos tenham fé no mercado e confiem nas instituições. Os bancos centrais só interferem quando convém, tanto no câmbio, quanto nos juros, mas, para isso todos os bancos centrais precisam de um talão de cheques sem limites, uma conta garantida sem fiscalização prévia (nem posterior).

Esse pessoal do Chile, da Argentina e do Equador e outros parece que não sabem e não acreditam no mercado, nas leis e nas instituições.

Jana

Jana

Janete Nassi Freitas, nascida em 1966, fez curso superior de Comunicação, é expert em Administração, trabalhou como executiva de vendas e agora faz consultoria para pequenas e médias empresas, teve atuação em grêmios escolares quando jovem, é avessa a redes sociais embora use a internet, é sobrinha e neta de dois vereadores, mas jamais engajou-se ou sequer chegou a filiar-se a um partido, mas diz adorar um bom debate político. Declara-se uma pessoa “de centro”. Nunca exerceu qualquer função em jornalismo, não tem o diploma nem o registro profissional. Assina todos os textos e inserções na internet como “Jana”.

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