O maior desafio para o governo Temer, por Haroldo Araújo

Primeiramente é preciso reconhecer essa verdade: O governo de Michel Temer não foi eleito para fazer o que faz! Assim por exemplo, podemos falar das eleições de 2014, em que Michel Temer juntamente com Dilma foi eleito para dar continuidade ao que já estava em curso desde 2003 como política econômico-financeira por exemplo. Prefiro que Michel Temer reconheça que se trata de um curto período de mandato e que tem pela frente menos de 2 anos de governo.

Ele Michel Temer praticamente assume essa condição! A condição de ser reconhecido como um governo de transição e foi assim que teve a coragem de dizer que quer ser reconhecido ao fim de seu curto mandato (dois anos) como um governante que saneou as finanças do Brasil. Deus escreve certo por linhas tortas e será com um governo descomprometido com reeleição que fará com que consigamos então arrumar nossas contas. Certamente que o desafio é gigantesco.

O desafio de substituir governo do qual fez parte como Vice-Presidente, eleito que foi para cumprir programa proposto e mudar o projeto esperado. Foi considerado de esquerda e para privilegiar direitos trabalhistas. Privilégios que vêm sendo acrescidos desde a CLT de Vargas e consolidados na CF de 1988. Acontece que é preciso ter a coragem de reconhecer os excessos e que não fizeram bem à nossa capacidade competitiva e por via de consequência aos empregos.

Acho que uma coisa é reconhecer que existe uma extrema boa vontade de todos os brasileiros de trazer benefícios à essa maravilhosa classe trabalhadora, aliás todos somos uma classe trabalhadora e desconheço quem não tenha responsabilidades nesse particular. Acontece que é diferente buscar cada vez mais benefícios e poder pagar essas chamadas conquistas. Exatamente isso! As empresas perdem totalmente essa chamada potencialidade competitiva.

O mundo está globalizado! E isso é apenas uma parte das afirmações de Xi Jinping no comando da nação considerada das mais competitiva do mundo e a mais populosa também: A China! A taxa de desemprego era de 4% no final de 2015. Precisamos reconhecer essa potencialidade que dá força às palavras do dirigente chinês que rebatia os arroubos conservadores de TRUMP e suas intenções ao assumir o governo da sua maior concorrente no particular.

A diferença reside no potencial tecnológico americano bem maior que a China. Donald Trump pretende agir de forma contrária às orientações mais liberais de países que optaram pela competitividade e pela via da adaptação aos ditames da globalização. A diferença com a China reside na remuneração de seus trabalhadores. Tanto na remuneração direta como na remuneração indireta a exemplo de regras que permitam direitos trabalhistas como podemos exemplificar: O Brasil tem e consta de legislação do trabalho.

Acontece que o Brasil tem 12.000.000 milhões de desempregados e o número em termos percentuais é elevado se considerados os da China em 4% (final de 2015) uma vez que isso é quase um pleno emprego. Não tanto ao mar nem tanto à terra ou nem tanto com o BRASIL e nem tanto com EEUU ou CHINA. Precisamos de uma modernização sim de nossa anacrônica legislação trabalhista ou vamos fechar nossas empresas de forma a aumentar os desempregados.

Portanto aqui mesmo reside o desafio maior para Michel Temer: Tornar o Brasil competitivo! Ele precisa ter a coragem de oferecer ao povo o que pode dar: Empregos! Mais isso se souber criar mecanismos para dar competitividade às nossas empresas. Elas geram empregos!

Haroldo Araujo

Funcionário público aposentado.

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