O FIM DOS EXÉRCITOS E DA DIPLOMACIA NOS CONFLITOS ARMADOS E NAS MESAS DE NEGOCIAÇÃO

A estratégia da guerra escapa, segundo as evidências, aos controles do aparato militar. Inédito o cenário de guerra a que assistimos. A poucos estrategistas e cavaleiros da morte, nos campos de luta ou nas trincheiras da infantaria heróica daqueles tempos, foi dado esperar tamanhas mudanças como as que assistimos agora nas telas dos nossos modernos oráculos de Delfos, anunciadores do futuro e dissimuladores “fake” do nosso passado.

A escalada formal das táticas tradicionais cede, agora, lugar a uma participação direta da mídia, das populações beligerantes ou dos grupos para-estatais, de empresários da fé e dos cometimentos da economia.

O espetáculo da guerra faz defrontarem-se Estados constitucionalmente organizados e facções e grupos para-militares, guerrilheiros terroristas e exércitos formais. Invocam-se leis de guerra que os vencedores pretendem impor aos vencidos.

As organizações de governança mundial, controladas pela maioria radical de países alinhados segundo alianças de inspiração autocrática, constroem um novo arcabouço ético e regramento morais e
“humanitários” nos quais pretendem amarrar lealdades eleitas segundo interesses religiosos ou ideológicos.

A guerra e a paz já não espelham razões políticas tão somente, muito menos éticas ou morais. São um concurso de opiniões conflitantes manipuladas pela mídia — instrumento de redução das escolhas a estreitos padrões de conveniência de narrativas heterodoxas a serviço do Estado ou das injunções que condicionam o seu poder.

Paulo Elpídio de Menezes Neto

Cientista político, exerceu o magistério na Universidade Federal do Ceará e participou da fundação da Faculdade de Ciências Sociais e Filosofia, em 1968, sendo o seu primeiro diretor. Foi pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação e reitor da UFC, no período de 1979/83. Exerceu os cargos de secretário da Educação Superior do Ministério da Educação, secretário da Educação do Estado do Ceará, secretário Nacional de Educação Básica e diretor do FNDE, do Ministério da Educação. Foi, por duas vezes, professor visitante da Universidade de Colônia, na Alemanha. É membro da Academia Brasileira de Educação. Tem vários livros publicados.

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Paulo Elpídio de Menezes Neto

Cientista político, exerceu o magistério na Universidade Federal do Ceará e participou da fundação da Faculdade de Ciências Sociais e Filosofia, em 1968, sendo o seu primeiro diretor. Foi pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação e reitor da UFC, no período de 1979/83. Exerceu os cargos de secretário da Educação Superior do Ministério da Educação, secretário da Educação do Estado do Ceará, secretário Nacional de Educação Básica e diretor do FNDE, do Ministério da Educação. Foi, por duas vezes, professor visitante da Universidade de Colônia, na Alemanha. É membro da Academia Brasileira de Educação. Tem vários livros publicados.