O Brasil, agora, sob nova direção. Por Haroldo Araújo

Os brasileiros são brincalhões e assim vão superando o momento. Graças a Deus, com o samba e a poesia de Adoniran Barbosa (1910-1982), por exemplo, não é tão diferente para poder sonhar. A Saudosa Maloca do brilhante compositor e cantor, contém versos que dizem muito bem da cultura de nosso povo. Um povo capaz de se reinventar e é exatamente dessa capacidade que vamos precisar.

Numa analogia ao provérbio português: Deus dá o frio conforme a roupa, Adoniran, ao falar de cobertor, nos leva a crer na imensa capacidade de adaptação de nosso povo. Vamos precisar dessa capacidade em face dos imensos problemas que estão à nossa frente. Sabemos que cada nação tem suas peculiaridades e carrega a cultura que foi deixada por gestões como Getúlio (pai dos pobres) e JK (desenvolvimentista), agora temos um novo mito? Não! Uma realidade.

Bolsonaro vai a Davos (22 a 25.01) quando vai se pronunciar ao mundo sobre sua missão como Chefe de Estado. A partir de seu discurso naquele encontro, o mundo poderá saber o que queriam e escolheram os 58.000.000 de brasileiros que o colocaram no comando do melhor país do mundo para se viver. Não faz muito tempo, havia gente saindo pelo ladrão, como se diz na gíria, para significar extrapolação: O destino preferido? Portugal, país do provérbio citado.

Eles estavam assustados? Sim e havia motivos! Principalmente aqui no Ceará. Bolsonaro não tem nada a ver com isso, mas lá fora (na Suíça), deverá dizer ao mundo que o Brasil mudou para melhor e que agora vamos precisar de braços trabalhadores. Somos uma nação de braços abertos e todos estão torcendo por nós e não contra. Vamos precisar nos dar as mãos e lutar por nosso país. Do Hino Nacional: “…Verás que um filho teu não foge à luta…”

O presidente (recém-eleito) sofre uma tentativa de desgaste acerca de investigações movidas contra ex-assessor do filho. Já nos bastam os problemas econômicos importados e criados por falta de consenso acerca do BREXIT e da onda em que se confundem os apoiadores e opositores da globalização. É preciso separar a oposição ao governo da oposição às demandas de nosso povo. Nosso povo quer a volta dos empregos e isso só se dará com a volta dos investimentos.

Os brasileiros sabem que precisamos, o quanto antes, começar a luta pelo enfrentamento da reconstrução de nossas finanças. Essa reconstrução ou saneamento é condição imprescindível para granjear a confiança no país. De olho nos resultados daquele meeting, nos Alpes, estarão os maiores investidores do mundo e vamos precisar convencê-los de que aqui podem investir. Precisamos envidar toda força que for possível ao nosso mais digno representante. Por que?

A China, por exemplo, mudou radicalmente depois de Deng Xiaoping (1904-1997) e foi ele quem governou o país de 1978-1990 em cuja gestão multiplicou o PIB por 100. Foi ele o responsável pela economia de mercado (socialista). “Não importa a cor do gato, contanto que cace ratos”. DENG Xiaoping pareceu contraditório? O povo queria “Uma China moderna”. Aqui nós ficamos tergiversando ao invés de usar a criatividade (não confundir com improvisação).

Não precisamos dar satisfação sobre “rótulos” malcriados, acerca dos rumos de uma administração, como vêm sendo criados para o nosso governante, inclusive internamente e com o qual discordamos. Explica-se o motivo dessa precipitação, porque não há o que julgar em novo governo. É importante que diga lá em Davos como ele vê o mundo da atualidade. A atração de investidores e investimentos se dará com mais confiança após serem dissipadas as dúvidas.

Previdência e privatizações serão enfocadas por Bolsonaro em Davos, ocasião para reafirmar compromisso com a democracia. Um aceno à segurança jurídica com Brasil sob nova direção.

 

Haroldo Araujo

Haroldo Araujo

Funcionário público aposentado.

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