O Brasil abre espaço para todos os tipos de investidores – HAROLDO ARAÚJO

É fácil perceber a fala do Presidente Jair Messias Bolsonaro ao dizer que o maior criador de empregos é o investimento privado no setor real da economia. Evidente que se refere àqueles que vêm para correr riscos na nossa economia. Ao facilitar a movimentação de capitais e à criação de garantias de segurança jurídica e institucional, em conjunto com a aprovação da Lei da Liberdade Econômica, por exemplo, o governo sinaliza suas intenções e rumo com coragem.

Não pode ser considerado ruim o resultado de R$ 70 + 5 bilhões do mega leilão, em que a Petrobrás abocanhou a melhor parte. Esse é um dos melhores sinais do atual governo: “Dinheiro novo”. Com a aprovação, em primeiro turno, da segunda parte da reforma previdenciária que inclui Estados e Municípios a economia aumenta em R$ 300 bi. Podemos afirmar que mais dados positivos como o cumprimento da meta de inflação combinada com redução dos juros se somam

Em outros tempos, a simples redução dos juros para melhorar a economia não ficava impune porque a inflação voltava. A edição do “Teto de Gastos” junto com a Reforma Trabalhista, trouxeram o aumento da confiança na disposição dos governantes brasileiros, desde Michel Temer, passando por Jair Bolsonaro em trabalhar para sanear as contas Públicas. Exatamente aqui é que se percebe o aumento da confiança dos investidores: “Quaisquer que sejam eles”.

Um pujante mercado de títulos de renda fixa e um destacado mercado de Renda Variável em que o índice Bovespa na B3 tem batido todos os recordes de pontos alcançados no último pregões, todos acima de 100.000 pontos. A CVM garante a lisura do processo na renda variável e o BC na renda fixa. Os atrativos para investir no Brasil estão postos, quando o governo sinaliza a postura em favor da busca da estabilidade econômica sem que abandone o controle da moeda.

Tenho certeza que acabou a temporada de exportação de empregos, até para nosso vizinho Paraguai, afinal é lá que se tem um governo trabalhando nesse sentido: Reduzir o custo da produção para tornar as empresas mais competitivas. O Brasil vai precisar de mais reformas para viabilizar o aumento da competitividade de nossos produtos no mercado internacional. Tal redução de custos, por sua vez, depende de redução do tamanho da máquina pública. Sim.

Duas reformas estão na “agulha”, a administrativa e a tributária. Todas as mudanças que os governos promovem, com o passar dos tempos, vão se tornando anacrônicas. A evolução tecnológica e a política governamental, por si só, não são capazes de justificar uma mudança como a que temos visto nas relações comerciais internacionais. Os desdobramentos da inação dos governantes sul-americanos, tem sido a causa das insatisfações populares no Chile e Bolívia.

A maioria dos países da América do Sul atingiu um ponto em que, de formas distintas, e em face das suas peculiaridades, não podem mais esperar para dar início às mudanças para se viabilizarem como nação. No Brasil, asseguramos a volta dos investimentos e o não intervencionismo do governo na economia. Exceções, quando em ações reguladoras de órgãos como o BC, em defesa da estabilidade e em cumprimento de missão institucional: A moeda.

Um governo democrático, capaz de respeitar as regras do mercado e atuar republicanamente em respeito às normas, será capaz de atrair capitais de risco e oferecer segurança jurídica aos investidores, quaisquer que sejam as destinações das aplicações. Todo esse cenário é que nos faz crer que alcançamos resultados diferenciados de nações vizinhas que ainda não tiveram a disposição de atuar na busca da modernização da economia, assim como faz o Brasil.

Nossa conclusão é que as ações até aqui empreendidas não são de um só governante, mas tem acertos de um governante que se dispõe a realizar as mudanças para atração de investidores.

Haroldo Araujo

Haroldo Araujo

Funcionário público aposentado.

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