MEU “SELF” POLÍTICO

Passos largos pelas ruas de Fortaleza. O sol quente queimava a minha pele. Gotas de suor caminhavam pelo meu corpo de idoso saudável. Meu coração batia alegre retribuindo sorrisos de transeuntes e motoristas que eu abordava. Uma senhora elegante baixou o vidro, pediu um adesivo, fez o “V” de vitória e me deu uma garrafa d’água bem gelada. Tomei alguns goles e derramei o restante na cabeça e no corpo, já alquebrado, para amainar o calor.

Nenhum insulto, nenhuma contenda. Trabalho intenso, sem ódio e sem medo. Só paz e foco na esperança de dias melhores. É assim que faço minha militância política. Foi assim ontem durante duas horas de trabalho intenso pelo meu partido.

Trabalhe pelo seu e mantenha a proximidade de seus amigos. Eles são importantes.

Partidos são partes da sociedade, com ideologias bem definidas que não devem ser misturadas. O antagonismo e a polarização devem acontecer, de forma civilizada, no campo das ideias. Não permita que seu partido parta as suas amizades.

– E os partidos fascistas devem ser tolerados?

Bom, no meu entender, da mesma forma que não existem corpos cancerosos e, sim, células cancerígenas no corpo, não existem partidos fascistas e, sim, pessoas com comportamentos fascistas na sociedade. Patologias do corpo e patologias sociais devem ser combatidas com coragem e determinação por atentarem contra o direito natural à vida.

Equivocados estão os que acham ser o objetivo primeiro de um partido chegar ao poder. Essa ganância de todas as Agremiações Políticas tem um cheiro de corrupção. O meu partido comete esse erro crasso e me entristece. Eu o tolero pela sua gênese. Se meu pai ou um irmão cometem uma falha eu não vou desprezá-los. A metáfora bíblica do filho pródigo ilustra meu pensamento. Pessoas que trocam de Partido com a facilidade com que trocam de camisa, não merecem minha confiança.

Meu “self” político é claro, específico e imperativo:

Para prestar relevantes serviços ao povo ou a nação, não é necessário ser Governo. Basta por em prática o tema da Campanha da Fraternidade de 1978, “Trabalho e Justiça para Todos”, PT.

Gilmar Oliveira

Gilmar Oliveira

Gilmar de Oliveira, Professor Universitário.

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