Hackers, a Policia Federal tem provas ou somente convicções? por LUIZ REGADAS

Como sempre só convicções, nada de provas foram apresentadas. Ou melhor, tudo leva a crer ser um fato armado para descredibilizar o renomado jornalista Glenn Greenwald do site The Intercept. As prisões dos hackers têm a finalidade de perpetuar a farsa da Lava a Jato que colocou a elite no poder e que vem se desfazendo dos bens dos brasileiros em prol do capital internacional, principalmente o dos Estados Unidos.

Muitos pensam que esses atos do governo do presidente Jair Bolsonaro não são insanos e que gerarão mudanças positivas para o Brasil.

No entanto, a venda das nossas empresas tornará o país mais dependente de bens manufaturados, mais exportador de matéria prima e importador de bens manufaturados, o que prejudicará muitas indústrias/empresas nacionais, gerando aumento no desemprego e baixos salários.  O aumento de horas trabalhadas acarretará ao trabalhador uma pior qualidade de vida ,e a nação sofrerá com a desigualdade social crescente, volta ao mapa da fome, entre outros graves problemas nacionais.

Queria que esse “governo” desse certo, mas o liberalismo econômico como é aplicado aos países em desenvolvimento, ou de terceiro mundo, como outrora era chamado, não deu certo em nenhum local. O menos ruim seria adotar a política econômica Keynesiana —  Keines defendia a ação do Estado na economia com o objetivo de atingir o pleno emprego. Forma essa bem aplicada no governo do ex-presidentes Lula e Dilma (antes do golpe iniciado em junho de 2013) que levou o Brasil ao pleno emprego com apenas 4,3% de desempregados em dezembro de 2014, segundo o IBGE. Nesse ano o país era a sétima economia mundial, à frente da França e do Reino Unido. Importante lembrar a economia brasileira em abril de 2013, antes das jornadas junho de 2013 (Manifestação dos 20 centavos), chegou a ser a quinta maior economia do mundo segundo dados do World Economic -FMI.

É, pelo que mostram os dados acima, não foi Lula ou Dilma que quebraram o Brasil, mas sim uma política irresponsável da elite brasileira em conluio com o judiciário, com os Estados Unidos, com o capital internacional, com a Polícia Federal e a grande mídia.

A saída para a crise?

Já apontei acima: nacionalizar empresas que davam lucro até sua venda (Embraer por exemplo), investir em obras, taxar as grandes fortunas, cobrar dos que sonegam a previdência, além de fazer com urgência a reforma política e tributária. Ou seja, o Estado deve ter ação principal (como teve nos anos 2003 a 2014 no Brasil e na Crise de 1929 nos Estados Unidos que implantou a política do New Deal, com foco nas políticas Sociais) . O New Deal recuperou e reformou a economia norte-americana, resgatou o país da miséria e levou a população ao bem-estar social, ao invés de deixar o mercado correr livre como propunha a “Mão Invisível” do filósofo e economista britânico Adam Smith, que era a política adotada nos anos que antecederam a Crise de 29, que foi a maior depressão econômica até ser superada pela Crise de 2008.

 

Luiz Carlos Prata Regadas

Sociólogo e Mestre em Políticas Públicas pela Universidade Estadual do Ceará- UECE. Tenho experiência na área de Ciência Política, com ênfase em Política Contemporânea, atuando principalmente nos seguintes temas: política brasileira, geopolítica e influência da grande mídia.

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