Educação financeira para a vida

A boa arte de viver, de ter qualidade de vida e buscar a realização de sonhos e conquistar vitórias nem sempre se resume a ser feliz e fazer alguém feliz. A vida é caminhada longa que exige inúmeras habilidades, uma vez que desafios de todo tipo se colocarão e alguns adversários podem se apresentar.

Há quem planeje a própria vida e estabeleça objetivos, estratégias e metas, a partir de seus projetos e desejos mais profundos. Também há quem prefira se deixar levar pela vida e experimentar cada sabor de cada nova aventura ou surpresa. Há quem tempere estes dois caminhos, juntando o positivo que há em cada um dos dois caminhos. Enfim, há um leque amplo de opções.

Em qualquer trajetória sonhada, entretanto, um elemento sempre estará presente, o dinheiro. Ele pode dar brilho e cores alegres à estrada. Pode tornar as etapas da viagem mais ou menos prazeirosas. Pode facilitar o acesso a instrumentos, produtos e serviços decisivos rumo ao objetivo. Basta que ele exista e esteja ao alcance em quantidade adequada às circunstâncias. Não precisa ser muito o dinheiro. Tem apenas que ser o bastante, sendo a quantidade calibrada com as necessidades e desejos.

Entretanto, algo precisa ser dito. O dinheiro essencial não pode faltar. E a vida se desdobra em etapas bem características — infância, adolescência, juventude, maturidade, velhice.

Há uma relação incontornável da vida com o dinheiro. Cada etapa tem sua própria intensidade na demanda e no uso do dinheiro. Se o raciocínio até aqui está correto, ou pelo menos aceitável, pode-se, então, afirmar que o dinheiro influencia forte e diretamente a qualidade de vida.

Por que, então, a regra mais geral é que as pessoas não saibam lidar com o dinheiro? Será o dinheiro um tema assim tão delicado e espinhoso?

Possivelmente, não. Provavelmente, por razões que cambiaram com o tempo, as lideranças sociais e políticas escolheram deixar livre a cada um sua relação com as questões financeiras. Sim, porque o dinheiro e sua gestão minimamente responsável não são questões delicadas, nem espinhosas.

O dinheiro é importante, mas é uma simples ferramenta. Uma ferramenta necessária e útil para uma vida de qualidade. Um tema transversal num processo educativo planejado.

Família e escola podem atuar juntos de forma articulada e harmônica nessa área. E podem começar cedo.

Uma boa educação para finanças pessoais saudáveis pode ser mais decisiva do que estudar Geografia.

Chris Estrela

Empresária, empreendedora, advogada, professora universitária.

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