Desconectar: “Missão Impossível”

Um levantamento feito recentemente, levando em consideração apenas maiores de 18 anos, mostrou um crescimento no tempo que os brasileiros passam na Internet durante a semana. Em média, as pessoas começam a se conectar às 8h33 da manhã e só se desconectam às 22h13. Somado o tempo de todos os sete dias, em uma semana comum, o brasileiro teria passado 91 horas online.

A soma total pode surpreender. De acordo com os dados da pesquisa, a população brasileira passa, em média, quatro dias inteiros por semana totalmente conectada. Isso seria o equivalente a 197 dias por ano. E, levando em consideração que a expectativa de vida no país é de 75,9 anos, esses dados resultam em um total de 41 anos, três meses e 13 dias, ou seja, 54% do tempo de vida.

Hoje podemos nos conectar com qualquer pessoa, a qualquer hora, em qualquer parte do mundo, basta ligar seu notebook, tablet, smartphone ou qualquer outro dispositivo móvel.

O ponto é que essa conexão não pode e nem deve diminuir o convívio das pessoas face a face. Precisamos desse contato, do olho no olho, da troca de experiências, e de informações contadas intimamente por um amigo, companheira, esposa ou filho. O contato humano não pode ser substituído pela máquina, ela deve fazer parte como meio de pesquisa, comunicação, entretenimento, mas na medida certa, com equilíbrio.

Estar conectado o tempo todo é bom ou ruim?

O quanto isso pode afetar nossas vidas?

No nosso cotidiano, o celular deixou de ser um simples instrumento de comunicação. Segundo o livro “Adolescência & Comunicação Virtual” de Adriana Wagner, Fabiana Verza, Rosane Spizzirri e Caroline Eifler, dar um celular de presente a um filho é um rito de passagem para uma nova fase do ciclo familiar. Se antes se dava a chave de casa como símbolo de confiança, liberdade e autonomia, hoje se presenteia o adolescente com um celular.

Mas, cuidado, paizinhos, o celular não é uma extensão do cordão umbilical.

Afinal, a conectividade é o mal ou o bem do século?

Depende de como usarmos esse meio para realizarmos as nossas atividades. Aprender a desligar os dispositivos que nos mantêm conectados é imprescindível para que o corpo e a mente descansem algumas horas.

Sei que você não é nenhum Tom Cruise, mas mesmo assim proponho uma “Missão Impossível”.

Que tal ficar off-line?

Marcos Gondim

Marcos Venicius Gondim, consultor empresarial em finanças e planejamento estratégico e mestre em Desenvolvimento Territorial.

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