Críticas às posturas que poderiam ser evitadas, por Haroldo Araújo

Qualquer nação precisa ser forte o bastante para superar suas crises. Essa força a que me refiro vem da capacidade de um povo em compreender que uma nação espera e deve contar com o esforço de todos para a reconstrução do terreno perdido. Precisamos ter consciência que somos vistos como vítimas, certamente, mas também beneficiários de uma escolha se for acertada! Como não é acertado ficar antevendo desastres como motivo para protesto.

Não fica difícil entender as razões que levaram algumas nações a saírem bem mais rápido da recente crise que abalou as economias mais avançadas. A capacidade que os cidadãos têm de ter o bom senso de não radicalizar elevando os problemas, mas sim a capacidade da ponderação. Oportunismo e interesses pessoais não levam a lugar algum. Políticos derrotados e sob o pretexto da crítica a opositores trabalham contra a recuperação de um país.

Como é que vamos aceitar atitudes emocionais? O momento que vivemos vai precisar da união de forças populares e apoio político no sentido de colaborar com os gestores públicos na direção que a situação está a exigir, como repetidamente trata o governo sobre a necessidade de arrumar as contas públicas. Ações positivas no sentido de apoio são esperadas para nos trazer de volta os empregos perdidos.

Quando vejo um jovem perder sua paciência e em atitude extrema invadir um prédio público para impedir seu “funcionamento educacional”, como forma de pressão! Sinto-me responsável por não ter tido a disposição de mostrar que o caminho da radicalização não ajuda em nada ao país e a atitude vai na contramão do bom senso esperado. Na minha visão estes jovens estão sendo usados por maus brasileiros. Afinal são jovens e não merecem críticas. A culpa é nossa.

Temos conhecimento de invasões de propriedades públicas e privadas como forma de protesto. Algumas invasões como são as de edificações em grandes centros urbanos e de fazendas produtivas! Aqui nesse caso não são promovidas pelos mais jovens e são causadoras de repercussões negativas em todo o país e até no exterior. Atitudes que não são bem vistas e que levam alguns a pensar que falta ação dos poderes públicos.

Evidente que qualquer intervenção policial no sentido de se fazer respeitar propriedades não só públicas como privadas, têm causado forte repercussão negativa contra os gestores públicos principalmente. A imprensa precisa noticiar e via de regra as cenas são grotescas de confronto entre os que cumprem a ordem judicial e os invasores quase sempre apontados como vítimas.

Até parece que o objetivo era dar maior dimensão aos fatos. Aquele antigo efeito parece não ser, mas certamente é! Assim percebemos na qualidade de alguns discursos nas tribunas e pela abordagem do que se pode chamar de sem noção ao conjunto dessa obra de desqualificação governamental pouco edificante, também não se apercebem que o povo não é tão tolo quanto esses alienados insufladores até imaginam que são.

Para não dizer que alimentam ações contrárias aos interesses públicos e se assim é que tamanha coragem ou falta de sensibilidade lhes fazem mais distanciados de uma realidade que não querem assimilar: Dinheiro não dá em árvore e ele (dinheiro) terá que vir da população que também está sem! Não existe dinheiro público o dinheiro recolhido é pago por todos, inclusive pelos mais desfavorecidos que pagarão os estragos.

Será que não têm um pouquinho de “Semancol”? Acordem! Evidente que o dinheiro ou vem do bolso do povo ou das empresas ou virá através de mais empréstimos ou mais títulos públicos a serem oferecidos e só terão quem comprem se for a juros altos. Vejam as consequências: juros altos inviabilizam os negócios e inviabilizam a arrecadação. Então, vamos evitar mais prejuízos, ao invés de destruir vamos construir e ao invés de invadir vamos proteger.

Essa é a razão do artigo e do tema. Nossos jovens não merecem o pouco caso que os maus brasileiros lhe devotam! E quem são os maus brasileiros? São os que lutam contra a nossa recuperação e contra os esforços de pessoas que acreditam não pagar impostos, mas são os que mais pagam: Quando se adquire arroz para um prato de comida! Ali está uma parcela do dinheiro {Imposto} que vai para consertar o que foi destruído.

Se essa atitude não é autofágica então não sei o que é autofagia! Pois que se corrijam os discursos que incentivam a ingente luta governamental pela busca da arrumação das contas públicas, que não são públicas somente porque tem uma parcela do nosso suor…Sim nosso suado dinheirinho.

Haroldo Araujo

Funcionário público aposentado.