CONVERSA DE MULHER

Esta é uma conversa boa. Em outros tempos sentaríamos juntas e a garrafa de café bem cheia regaria a conversa. Porque é preciso falar do momento vivido, das novidades que nos chegam. Há uma confluência de fatores: de fora instituições apoiam, incentivam, promovem a participação feminina em todos os espaços públicos; aqui convivemos com exclusão, preconceitos, tentativas de retrocesso, mas há de se reconhecer o papel também institucional que se inaugura.

Falo da Organização das Nações Unidas – ONU que no Brasil traz uma relação de objetivos de desenvolvimento sustentável em sua pauta. Rico de ações traz 17 condutas que versam sobre erradicação da pobreza, fome zero e agricultura sustentável, redução de desigualdades e distribuição de paz e justiça, entre outras. Mas o foco da nossa conversa é o ODS 5 que trata da igualdade de gênero e objetiva alcançar o empoderamento de mulheres e meninas. O Conselho Nacional de Justiça comprou a ideia, o Tribunal Regional Eleitoral do Ceará também. E se iniciou uma campanha linda, forte, cheia de boas intenções.

As propostas são muitas e os objetivos ambiciosos: lê-se na página da ONU Mulheres (https://www.onumulheres.org.br/) que entre as metas estão: acabar com todas as formas de discriminação e violência contra mulheres e meninas, reconhecer e valorizar o trabalho das mulheres, encampar ações que assegurem acesso à saúde sexual e reprodutiva, instituir políticas públicas. Propõe-se eliminar o que é ruim e apoiar, garantir e empoderar as mulheres.

Fala-se em democracia paritária que se define como um modelo político para repensar as relações e reforçar a inclusão e a construção de um novo discurso onde as mulheres possam ser escutadas. Esta conversa é de mulheres porque as chama para participar, mas não exclui ninguém da conversa.

Adriana Soares Alcantara

Adriana Soares Alcantara

Doutoranda em Planejamento e Politicas Públicas na área de Ciência Política na Universidade Estadual do Ceará, Mestre em Planejamento e Políticas Públicas pela UECE, especialista em Direito e Processo Eleitoral pela ESMEC, Bacharel em Direito pela Universidade Federal do Ceará, Tecnica Judiciária do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará.

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