CONTO DE CARNAVAL – Flor miosótis

“Invejo as flores que murchando morrem,
E as aves que desmaiam-se cantando
E expiram sem sofrer…”
Álvares de Azevedo

Maurício carregava, desde a mais tenra idade, um traço comportamental – a introversão – que se sobressaía entre todos os outros formativos da sua incomum personalidade ora já na quase terminativa fronteira do estágio juvenil, e isso por si só já era suficiente para torná-lo visivelmente diferente até das suas duas irmãs mais velhas – a Mauritânia ou Taninha e a Mauricélia ou Celinha –, os três filhos do casal Mauro, comerciante muito bem estabelecido no polo de negócios da cidade-metrópole, centro econômico-financeiro e cultural de microrregião de mais oito municípios – 5 em serra de farta produção de frutas e verduras, vastas e diversificadas flora e fauna, além de atraentes recantos naturais; e 3 em sertão de tradicional cultura agrícola: milho, feijão, algodão de boa fibra e farinha de mandioca de ótima qualidade – , e usufrutuário de patrimônio que lhe abonava o título de rico, e Tânia, senhora respeitabilíssima na sociedade local e católica fervorosa, embora tida, até pelas amigas, como mão-de-vaca nas raras oportunidades de participação em movimentos sociais de ajuda a desafortunados, a pessoas em situação de vulnerabilidade, e como mão-de-ferro na criação e educação dos seus desdobramentos filiais. E com o caçula havia exageros.
Enquanto criança, o menino jamais pôs os pés descalços no piso da casa, no chão do quintal – o contato com a terra produz, na crença popular, anticorpos que favorecem o sistema imunológico dos petizes – e até da calçada nas poucas incursões porta afora da moradia de bela fachada em logradouro das residências dos detentores de muitos recursos materiais.
Mauricinho não sabia quão saudável era dar chute numa bola, soltar pião, empinar pipa, arraia ou papagaio, enfiar furachão em solo umedecido pelas chuvas, arremessar castelo ou rasteira contra castanhas dispostas em triângulos traçados de carvão em calçadas de cimento liso ou caraquento, disputar jogos de botão em campos de tábua ou compensado com marcações de tinta a óleo branca, descer perigosamente de bicicleta ou carrinhos de rolimã as ladeiras da terrinha, brincar de pega-pega e de esconde-esconde e de estátua e de cinturão-queimado; jamais sentira o prazer do banho nas frias águas caídas das biqueiras das casas ou das bocas de jacaré de prédios mais altos ou das laterais das igrejas, de mergulhar nas águas velozes e barrentas de rio em plena enchente invernosa e nadar contra a fúria das suas correntezas até vencê-las com ágeis escapulidas pelos barrancos das suas margens verdejantes, dar cangapés nas tranquilas mas perigosas águas de barragens de paredes de areia, nem tampouco de roubar frutas – goiabas maduras de miolo vermelho, em especial – nos quintais da vizinhança sob o amedrontador barulho de raivosos latidos e ineficazes saltos de enormes e ferozes cães de guarda, pontiagudos e desafiadores caninos à mostra, pescar de anzol carás, muçuns e traíras nas lagoas, açudes e poços às margens de rios e riachos, ou abater rolinhas com pedras atiradas de baladeira ou estilingue, com treinos de pontaria em alvo de lagartixas fujonas escalando muros de quintais e balançando a cabeça em inexplicáveis sinais de afirmação. Nunca tivera, portanto, uma aula sequer da prodigiosa e exigente escola da Vida.
O pai, meio ausente na criação dos filhos, mais preocupado em amealhar riqueza através da arte de comprar e vender, delegava à rigorosa mãe o poder absoluto no ato de educá-los. Em raríssimas vezes, ainda esboçava algum receio com o que pudesse resultar daquilo tudo mediante frágeis advertências: “Você vai botar esse menino a perder” ou “Nossos filhos precisam manter contato com o mundo lá fora” ou “Essa vida de clausura não deve fazer bem a eles” ou ainda “Quando explodir tudo o que neles está represado…” Ao que ela, em tom autoritário, sempre retrucava: “Você não entende nada disso”, complementando sem admitir questionamentos: “Você cuida do seu comércio, onde não meto o bedelho; e eu cuido da minha casa”. E ele comumente se calava.
Nas escolas, os filhos de Mauro e Tânia se destacavam. Eles não só apenas estudavam, também demonstravam ser detentores de rara inteligência. E isso pra mãe representava o retorno positivo do seu rigoroso processo de criação, o que implicava a sua manutenção. A única diversão do grupo familiar eram as idas dominicais ao sítio da família, bem no pé-da-serra, as quais, de tão rotineiramente se repetirem, não mais despertavam o mesmo interesse nos já adolescentes.
As meninas cresceram; o menino também. As aulas matinais em colégios particulares de classe média alta – um restrito a meninas e moças; outro exclusivo para meninos e rapazes – permitiam um pouco da tão sonhada fuga à realidade ainda vivenciada. Taninha e Celinha, embora sob o rigoroso controle das freiras, conseguiam extrair dessa situação de alguma liberdade o máximo possível em prol da “queima” de energia represada ante a incontornável contenção materna. Além de conversas em animadas rodas de colegas de mesma faixa etária e jogos improvisados, ambas iam ao extremo: a paquera e até namoricos com alunos do colégio à frente, na algazarra do retorno às suas casas. De outro modo, Mauricinho mantinha-se introspectivo, circunspecto, introvertido. De nenhuma atividade extraclasse participava. Pelos colegas era chamado de “Quisitinho”, jocosa variante de esquisito. Isso não o abalava, não o melindrava, não o perturbava. De farda ou em roupas comuns, no ambiente escolar ou nos cômodos caseiros, ele era o mesmo de sempre: arredio, reservado, taciturno.

(…)

Verônica, menina-moça de rosto levemente arredondado, cabelos lisos, longos e negros – lembravam a graúna de Alencar –, tez escura a sugerir corpo com revestimento epidérmico de mediano negror, olhos de jabuticaba e brilho intenso sob sobrancelhas bem arqueadas, boca ligeiramente carnuda e queixo de normais conformação e protrusão, além de colo com seios bem delineados, ancas sem excessos de protuberâncias, corpo longilíneo e estatura compatível com a idade, gozava, apesar da simplicidade das suas vestes e dos seus costumes, da simpatia de quantos a conheciam e com ela conviviam cotidianamente. Ah, tinha um sorriso encantador, poético como o desabrochar das rosas, e uma gargalhada avassaladora, como o romantismo da inebriante queda das águas em cachoeiras.
Filha primogênita do seu Manuelito Dente de Ouro, sorriso largo e conversa leve e inventiva, ex-garimpeiro de pedras preciosas nos confins das Minas Gerais, ora bodegueiro em comércio tradicional de esquina de rua e vocacionado à venda no quilo de produtos básicos – feijão, arroz, açúcar, farinha e café em pó caseiro ou em grãos –, além da aguardente em doses servidas em copos de vidro de fundo grosso e cigarro no retalho – certeza de dinheiro miúdo e pra troco no caixa –, as cadernetas de fiado como opção de compra a prazo para a freguesia de confiança, e de dona Maria do Socorro ou Socorrinha, cozinheira de qualidade reconhecida e exímia costureira com clientela diversificada, a menina-moça, após cursar o primário em grupo escolar, concluiu curso de corte e costura no Patronato das irmãs de caridade e logo assumiu o posto de auxiliar da mãe em máquina de costura de segunda mão, adquirida, parte com recursos próprios, o restante mediante empréstimos tomados de senhoras da nata da sociedade local e usuárias dos qualificados serviços que ofereciam. E isso favoreceu o atendimento da demanda sempre crescente.

(…)

Às vésperas do período momesco, Mauro surpreendeu à família, tanto ao cerrar as portas do seu comércio ao meio-dia de uma terça-feira para ir almoçar em casa – algo inédito até então – quanto ao comunicar à mulher e aos filhos que adquirira mesa para os quatro dias de carnaval em clube às margens de rio lajeado que separava o centro urbano de um dos populosos bairros periféricos. Antes que a mulher o esconjurasse por ato tão fora de propósito, ele, apoiando-se na reação de incontida alegria das filhas – o filho impassível, indiferente –, retirou algumas cédulas da rechonchuda carteira, entregando-as a uma incrédula Tânia com a recomendação de que providenciasse as fantasias em tempo hábil. Não lhe deu chance de questionar, retornando à labuta de todos os dias.
A animação da noite do sábado revestiu de nova configuração o tão recatado grupo familiar; nem parecia que se tratava de estreia em evento social e, mais ainda, em festejo carnavalesco. Mauro interagiu com as filhas como se fosse veterano na matéria, a felicidade estampada no rosto desprovido de máscara de qualquer estampa. Maurício trocou olhares com bela jovem, largou de lado a timidez e logo formou com ela um jovial par de brincantes. Amor à primeira vista? O tempo dirá. Até dona Tânia desceu do pedestal do conservadorismo, espantou a sisudez e deixou-se levar pelo marido em meio a grupos de foliões inebriados pelo som marcado de tradicional banda musical da região: sambas e marchinhas, numa sequência bem ritmada. E o carnaval, em toda a sua essência, ia aparando arestas em relacionamentos em crise, destravando espíritos enrijecidos por desvios comportamentais, aproximando pessoas de classes sociais distintas. Alegria, alegria!
Quando a madrugada em bocejos de cansaço já se preparava para recolher-se e ceder lugar ao sol que, no curso do alvorecer, iria preguiçosamente lançar raios luminosos sobre a terra em ressaca, a banda tocou a marchinha “Está chegando a hora / O dia já vem raiando, meu bem / Eu tenho que ir embora”. Era o fim da primeira noite de folia. Maurício aproximou-se da mesa onde seus familiares ultimavam os preparativos para retorno ao conforto de casa, ele, ainda de mãos dadas com a graciosa menina-moça da paquera e ante o espanto das irmãs, cuidou de apresentar o raro troféu da sua conquista:
– Pai, mãe, minhas irmãs, esta é a minha namorada. Ela se chama Verônica e mora logo ali, no outro lado do rio…
– Que bela moça, meu filho! – Assim reagiu o pai.
A mãe, boquiaberta, nada disse. As irmãs também apenas dispensaram ao casal olhares de admiração. Verônica não economizou no sorriso encantador, logo despedindo-se:
– Prazer! Desculpem-me, mas tenho de ir. Tenho de voltar com minhas amigas. Exigência de mãe.
Maurício a acompanhou até a saída do clube. Dela despediu-se com um leve beijo no rosto. Ao voltar para os seus, teve de enfrentar o gestual de desaprovação da mãe. O pai repetiu o que houvera dito antes:
– Filho, que bela moça!
Dona Tânia, contrariada, achou motivos para contestar. E isso fez de forma extremamente desagradável:
– Mas tem dois profundos defeitos: a cor da pele e a classe social. Ou seja, é preta e pobre.
Taninha, mesmo sabendo dos riscos que corria, não se conteve:
– Mãe, a senhora devia rever seus conceitos. A discriminação… pra quem se diz católica não pega bem.
Mauro, sem altear a voz, ponderou:
– E que ninguém nos ouça…
Celinha, mesmo não encarando a mãe, advertiu-a:
– A senhora devia agradecer a Deus pela felicidade do seu filho…
E o silêncio engessou toda e qualquer possibilidade de manifestação verbal.
Domingo Gordo. De comum acordo, suspenderam a ida ao sítio. Almoçaram em churrascaria às margens de lagoa de águas escuras e tranquilas, onde se deleitaram com bem marcada batucada e samba de raiz puxado a cavaquinho. Em casa, no final da tarde, entraram em processo de recuperação de energias: ingestão de líquido e descanso em redes de varandas. À noite, no clube, divertiram-se no limite das suas condições físicas. Mauricinho, sem se deixar trair pela ansiedade, só se animou quando viu chegar Verônica em meio à sua animada turma, a que logo se incorporou, abraçando e beijando levemente no rosto a sua amada. Antes, Taninha havia sugerido que ele trouxesse a jovem para partilhar a mesa com os da família, proposta não acolhida porque poderia significar afronta à mãe e causar constrangimentos à namorada. E isso não seria a melhor estratégia de aproximação; cada avanço aconteceria ao seu devido tempo.
No meio da madrugada, após neblina de advertência, os céus abriram todas as comportas, despejando um inesperado aguaceiro sobre a face da terra. A banda resistiu à intempérie, não interrompendo o que fazia. Muitos foliões não se intimidaram, mantendo a animação nos mesmos níveis de intensidade e frequência. Outros buscaram proteção nas áreas cobertas do clube. Relâmpagos cortavam com faíscas a escuridão do mundo. Trovões espocavam na sequência, assustando os que veem perigo nisso, quando, na verdade, há risco no fenômeno – a descarga elétrica – que os antecede. Logo a direção do clube decidiu interditar o dancing, ante a possibilidade de escorregões com consequências imprevisíveis. A antecipação do fim da noitada surgiu como a melhor opção. O temporal passou; a chuva cessou. Restou a neblina insistente. E o clube foi, aos poucos, se esvaziando.
A turma de Verônica já se tinha ido. Ela acolheu proposta de Maurício, quanto a permanecer por mais algum tempo, sob a promessa de que iria deixá-la em casa. O pai se ofereceu para levá-los no jipe dele.
– Pai, não é preciso… – Maurício assim dispensava esse agrado paterno.
– Seu Mauro, não se preocupe. Eu moro aqui perto. É só atravessar o rio. – A jovem o dissuadiu da ideia.
– Tudo bem. Não demore, filho. Nós vamos ficar aqui esperando por você. – Ressaltou o pai, sob o olhar de contrariedade da mãe, como pretendesse dizer “É muito difícil, pra mim, admitir tudo isso”. Nos últimos dias, o marido e os filhos tinham mudado fundamentalmente; só ela não.
O casal de jovens enamorados, tão logo saiu do clube, percebeu não haver uma viva alma no trajeto que fariam. Verônica deixou transparecer um certo temor. Maurício a encorajou:
– Calma, amor. Tudo vai dar certo. Confie em mim.
E ela confiou, aconchegando-se mais ainda ao abraço protetor do amado. Desceram, então, pela rua de calçamento de pedra tosca até a passagem molhada que os levaria à outra margem do rio. Descalçaram-se porquanto encobria toda a extensão da ponte uma lâmina d’água de uns 2 centímetros; também encoberto já estava todo o lajeado à direita. A preocupação dela passou a ser latente; certamente porque o destemor do rapaz a refreasse, a contivesse.
De repente, assustaram-se ante um barulho estranho, crescente, aproximando-se à esquerda deles. Não lhes sobrou tempo para nada. Uma veloz e violenta tromba d’água surpreendeu-os, arrastando-os impetuosamente rio abaixo. Maurício conseguiu segurar firme a mão de Verônica. E ambos dançaram ao furor da correnteza. Nenhum deles sabia nadar; mas lutaram bravamente para se manter na superfície, para não afundar.
A uns 500 metros abaixo, onde se iniciava uma leve curva em sentido oposto, o rio sempre respeitou o barranco onde arraigara-se um velho cajueiro, cuja boa parte da galhada avançava pelo seu leito. Formara-se ali uma reentrância, ponto, nos períodos de normalidade, de pescarias de anzol. E o jovem casal foi empurrado para o turbilhão que ali se formava. Maurício não pressentiu sequer o risco de ser arrastado pelo torvelinho que fatalmente os engoliria; concentrou seu ânimo, sua determinação, naquilo que se lhes oferecia como tábua de salvação, ou seja, um dos fornidos galhos do velho cajueiro que, num esforço extremo, os dois, agindo inexplicavelmente de forma coordenada, por eles foi alcançado. Ainda com o corpo quase todo sob efeito da correnteza, Maurício, heroicamente, conseguiu ajudar a amada a galgar uma posição de mais segurança, já praticamente fora de perigo. Quando se preparava para também emergir da voragem que ia se tornando ainda mais violenta, uma outra tromba d’água tragou-o inapelavelmente.
Verônica já de pé em solo firme, completamente molhada, todo o corpo ardendo de frio, desesperou-se:
– Maurício, não! Não se deixe levar, amor meu! Resista! Resista!
O jovem, trazido à flor d’água, aos borbotões, ainda encontrou forças para pedir ao seu amor-verdadeiro, embora de um único e incompleto Carnaval:
– Não me esqueça… me ame para sempre…
E sucumbiu ante a força da Natureza.

(…)

Às primeiras horas da manhã da segunda-feira, pessoas que empreendiam as buscas pelas margens e leito do rio, já com águas em curso quase normal, encontraram Verônica desfalecida, o corpo em decúbito ventral, bem próximo ao tronco do cajueiro cujo galho a salvara. Cuidaram de logo encaminhá-la ao hospital para receber o adequado tratamento. A uns dois quilômetros adiante, numa curva alongada que alargava a calha fluvial, reduzira a fúria da correnteza e formara um estreito banco de areia, removeram, do basculho preso em resistentes touceiras de capim marginais, o corpo de Maurício já em processo de enrijecimento.
No velório do rapaz, na sala de estar da casa da família ora em transe, ornava a parte frontal da urna mortuária uma especial coroa de flores miosótis.
Quanto à Verônica, ao tempo cumpriria cuidar da cauterização e cicatrização do lanho aberto no âmago do ser, na alma, e, por conseguinte, abrandar a profunda, pungente e lancinante dor da perda irreparável, irremediável.

Notas do autor:
1. Miosótis (não-te-esqueças-de-mim): recordação, fidelidade, amor-verdadeiro; caridade e fraternidade;
2. Maurício: dedicação aos amigos e à mulher que escolhe para ser sua companheira;
3. Mauritânia: referência nenhuma ao país do noroeste africano e costa litorânea banhada pelo Atlântico; o nome da filha, na verdade, resulta da “junção” dos nomes dos pais: Mauro e Tânia (o “o” final de Mauro caduca, cai, e o “e” conector, medial, sofre alteamento para “i”);
4. Mauricélia: a escolha do nome pelo pai causou acessos de ciúme na mãe: “A filha é minha… quem é essa Célia que você quer homenagear, Mauro?!”; o esclarecimento se deu na calma e tranquilidade de um bom negociador: “Nada disso, mulher… não esqueça que a minha mãe se chamava Auricélia… Que Deus a tenha em seu reino de amor! Eu apenas acrescentei o “m” do Messias, o meu velho pai”; e a paz voltou a reinar no relacionamento do casal;
5. Verônica: recupera, em contexto bíblico, a imagem autêntica e miraculosamente impressa no pano usado para limpar a face de Cristo no doloroso trajeto da via-crúcis.
6. OBRA DE FICÇÃO: REFLETE A EXPRESSIVIDADE CRIATIVA DO AUTOR; PORTANTO, QUALQUER SEMELHANÇA COM FATO REAL TERÁ SIDO MERA COINCIDÊNCIA.

Post scriptum:
Texto produzido em pleno Carnaval, na tranquilidade do quarto 255, Posto 2, do Anexo ao Hospital Otoclínica, onde permaneço na luta por salvar o “dedão” (hálux) do pé direito, meta já praticamente alcançada.

Francisco Luciano Gonçalves Moreira (Xykolu)

Graduado em Letras, ex-professor, servidor público federal aposentado.