COM A PALAVRA O STF

“Quando a casa está bagunçada, alguém tem que interferir para por ordem”.

A partir dessa metáfora, quero relembrar sete evidências capazes de eliminar a ilusão de que a Presidenta Dilma foi deposta por crime de responsabilidade e o ex-Presidente Lula foi preso por crime indeterminado, algo inexistente na estrutura jurídica brasileira:

1ª) Golpistas “renomados” já reconheceram publicamente que, em 2016, houve um golpe;

2ª) Cidadãos do mundo inteiro, inclusive Juristas renomados reconhecem, à luz dos fatos, que o impeachment decorreu de uma sequência criminosa de atos policiais, midiáticos, parlamentares e jurídicos para tirar o Partido dos Trabalhadores do Poder;

3ª) No dia do impeachment a Presidenta Dilma foi interrogada por todos os Senadores e respondeu a todas as suas perguntas. Quando saiu o veredicto, dirigiu-se à Tribuna e fez um discurso histórico, denunciando o Golpe. Foi firme ao profetizar de forma altiva: quando a verdade for revelada, “não ficará pedra sobre pedra”;

4ª) Quando encarcerado, o ex-Presidente Lula, sob escolta na sede da PF, concedeu várias entrevistas e denunciou corajosamente os motivos e a trama da perseguição;

5ª) O The Intercept divulgou amplamente conversas hackeadas dos conluios entre os articuladores do Golpe e as divulgou bombasticamente mediante a imprensa independente, aqui e no exterior;

6ª) O Hacker de Araraquara, Walter Delgatti, em longa entrevista com o Jornalista Joaquim de Carvalho da TV 247, expôs, com detalhes, como conseguiu, nas nuvens, sete terabytes de informações que põe à nu toda a farsa que tirou o PT do governo e proibiu Lula de concorrer ao pleito de 2018, do qual participaram ocupantes de funções estratégicas de várias Instituições Governamentais;

7ª) Antes, durante e depois do fatídico Golpe, as maldades, as perseguições e as falcatruas foram denunciadas sem meias palavras, em todos os quadrantes do mundo, enquanto um grupo de militantes acampava próximo à PF, durante os 580 dias em que o ex-Presidente ficou injustamente preso.

Hoje, a Lava-Jato, principal instrumento de perseguição, foi desarticulada, mas o governo de Bolsonaro, cria do Golpe, nega a Ciência, desrespeita os protocolos sanitários da pandemia, arma o povo, agride autoridades e Instituições, estimula milícias e envergonha o Brasil que está à deriva com perigo à vista. 

A burguesia atirou no alvo errado, e o pior, o tiro saiu pela culatra. Se arrependimento matasse, os golpistas estariam todos mortos, creio.

Há muita gente com culpa no cartório, o STF, inclusive, ou sobretudo, por ser a Corte Suprema e constituída de lentes do saber jurídico.

Entendo, entretanto, que não adianta reclamar a escuridão, acender um fósforo é o que deve ser feito.

Acender o fósforo significa catalogar os inúmeros crimes cometidos, responsabilizar os culpados e dar ampla cidadania aos perseguidos e injustiçados.

A casa está bagunçada e o destroço envergonha a maioria dos brasileiros e atenta contra a consciência civilizatória do século XXI.

Pelo status que ostenta, com a palavra o STF, para agir depressa, sem tutela, por ordem na casa e evitar uma catástrofe maior. Agir rápido mesmo, antes que os milicianos fechem a Corte Suprema e instalem o caos.

Sem ódio e sem medo, esta é a minha contribuição, em busca da vida e da paz.

Fonte: 1. Depoimentos de grandes Juristas; 2. Imprensa Independente; 3. The Intercept; 4.Entrevista com o Hacker de Araraquara; 5. Entrevista de Rodrigo Tacla Duran; 6. A boca do povo; 7. Minha consciência crítico-cidadã.

Gilmar Oliveira

Gilmar Oliveira, Professor Universitário.

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Gilmar Oliveira

Gilmar Oliveira, Professor Universitário.