Carta para o rapaz latino-americano

Meu estimado rapaz latino-americano começo estas pequenas linhas perguntando:

Belchior, onde estás que não te escuto,
Tua harmonia vívida, pulsando vigor?
No passar dos anos, ficou teu adeus,
Uma memória que jamais se apaga e nunca se desfaz.
Foi exímio na arte de revelar o que o coração guarda,
Traduzia com maestria o que não sabíamos nomear,
Em cada dizer teu era como um amanhecer,
Que nos abraça na dor do caminho.
Como abandonar a lembrança de teu som puro,
Que nos abraça e aquece a alma?
Tua partida é saudade sem fim,
Que nos leva aos delírios das mais belas lembranças.

Foste, poeta, a voz que ecoa em nossos corações,
Ferindo cada artéria em nosso pulsar de existir.
Hoje, teu cais é sopro e lembrança,
Teus rastros seguem na trilha da história.
E nesta carta, deixo o rastro,
Revelando a saudade de quem te guarda em memórias.

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