Bolsonaro vai evitar o crescimento forte da dívida, por Haroldo Araújo

Bolsonaro deve assumir suas funções de chefe do Poder Executivo da República Federativa do Brasil em 01.01.2019, dia em que este artigo deve estar sendo publicado. Tenho certeza absoluta que sua preocupação com o crescimento da Dívida Pública é destaque de sua gestão. Não tenho a mesma certeza com relação aos chefes dos outros poderes, até porque tem sido assim: Legislativo e Judiciário não se apercebem que o problema é de todos.

Os demais poderes não ganham com a indiscreta alienação de que falamos. Ambos os poderes vêm se desgastando com a opinião pública. Pode-se perceber também que não manifestam disposição em corrigir certo distanciamento, que a sociedade tanto condena. A impressão que passam é que o problema não é deles, mas do poder executivo. O poder executivo já não tem sido o único alvo das críticas. Afinal são 56 milhões de críticos.

Os riscos de um crescimento descontrolado de nossa dívida é problema grave. Dilma, depois de eleita, foi incisiva no ataque ao problema, na voz de dois de seus ministros da fazenda: Barbosa e Levy. Agora é a vez de Bolsonaro. O mesmo comportamento, com relação à manifestação tácita de reconhecimento do problema e necessidade de ações corretivas que continua latente desde 4 anos atrás. Não afirmo o mesmo com relação ao poder legislativo, será que deveria?

Será que todos vão querer trabalhar contra os ajustes e reformas? Não acredito! Não se pronunciar é aceitável? Sim, mas apenas pelos componentes do judiciário. Os componentes do legislativo podem e devem se pronunciar. A situação econômica com elevação dos déficits nos deixa como um “Titanic em direção ao Iceberg” e todos querem continuar aproveitando a viagem, boa enquanto dura, para quem? Boa para quem não tem sido capaz de se pronunciar.

Governos podem ser de esquerda ou de direita, mas os integrantes de todos os poderes devem estar comprometidos com a busca de uma solução para situação econômico-financeira do país, que vem se agravando com o crescimento dos déficits. Todos lutamos por nossa independência e soberania, mas esquecem alguns que ela se faz mais eficaz quando armada da potencialidade econômico-financeira. Esse é o melhor caminho do respeito internacional: Controle de gastos.

Jair Bolsonaro é militar, conhece muito bem a importância de um exército para defesa de um povo, mas demonstra guarida com a atualidade ao buscar a soberania econômico-financeira. Precisamos da firme conscientização de nosso povo, que não aceita a submissão de nosso país quando podemos lutar contra. Mas à medida em que cresce o percentual da dívida sobre o Produto Interno Bruto (PIB): A relação Dívida/PIB perdemos nossa capacidade volitiva.

Se assim for o caminho escolhido pelos demais poderes, fazendo cara de paisagem em relação a aprovação dos ajustes, estarão prejudicando a nação como um todo e certamente contra a busca da estabilização financeira e a posterior estabilização econômica, tão sonhada e nunca alcançada. Não por minha geração! Passei toda minha vida trabalhando um pouco mais para pagar os estragos de gestões perdulárias. O povo já consegue ver isso, falta os políticos verem.

Está evidente que esse problema vem se alongando em demasia. Evidente que alguns estão mais preocupados com a sua própria situação pessoal, preservação de nacos de poder pela via dos benefícios de gestões incompetentes. Acontece que os recursos se esgotaram e já não há mais como conquistar votos e apoios senão com o enfrentamento do grande desafio que é evitar o caminho da nossa submissão por irresponsabilidade fiscal. Exemplos é que não faltam.

Vamos atentar para o foco da gestão de Bolsonaro que é conseguir deter o aumento forte da dívida para, posteriormente, retomar o crescimento econômico gerador de emprego e renda.

Haroldo Araujo

Haroldo Araujo

Funcionário público aposentado.

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