Bolsonaro e as suas relações com o parlamento, por Haroldo Araújo

O Brasil vem enfrentando 4 anos de turbulências políticas e econômico-financeiras, no âmbito interno e externo, também, no período compreendido entre os anos de 2014-2018. Um intervalo que corresponderia ao segundo mandato de Dilma. Ela foi afastada no momento em que o país mais precisava de entendimento na política, pelo povo e não pelos caciques. Portanto, pelo Brasil nada fizeram. Por que não se chegou à um entendimento? Faltou competência sim.

Não é nossa intenção partidarizar culpas, mas vale destacar que desde o Plano Real, quando sua aprovação e continuidade nos conduziram à um novo patamar de economia emergente, que alguns caciques como FHC e LULA se debatem como protagonistas dessa façanha. Por falta de grandeza, esses polarizados líderes, reivindicam para se próprio e seus partidos os louros que, agora, podem nos escapar das mãos, e por suas vaidades, no momento, a história lhes faz justiça.

Os polarizadores desse revezamento no poder, Lula e FHC, deveriam colocar a viola no saco e cantar noutra freguesia, por que? Os mais recentes posicionamentos revelam que o nosso país foi relegado a segundo plano. Não interessa se foi com boas intenções, mas avalio o resultado do trabalho e do tipo de política que deixaram grassar nestas duas últimas décadas: “O chamado presidencialismo de coalisão” por exemplo.  Acho que é preciso mudar isso o quanto antes!

Imagine se seria possível, continuar aumentando os ministérios e aumentar os cargos do segundo escalão de modo a que se pudesse oferecer aos partidos apoiadores cada vez maior número de vagas e trocar por apoios no parlamento. Dar continuidade ao mesmo esquema que, aqui no Brasil, tem sido um fracasso, torna evidente que esses acordos de troca, em algum momento, seriam uma garantia de aprovação dos projetos? Ninguém mais acredita nisso.

Dessa forma, poderíamos pensar que seriam necessários 594 cargos para satisfazer 513 deputados + 81 senadores a serem distribuídos entre quase trinta partidos para negociar nomeações, no sentido de viabilizar e cumprir uma agenda governamental. Indicações eram negociadas e não por escolha baseadas na meritocracia. Não duvido que se tenham revelado bons administradores entre os escolhidos, mas a forma da escolha os deixava refém do partido

Agora é diferente! Na ocasião em que o ministro Sérgio Moro ou o ministro Marcos Pontes (por exemplo) enviarem uma proposta para estudo e respectiva aprovação parlamentar, de algum modo, essa proposição será recebida com muito mais atenção e respeito do que a aquela anterior do toma lá da cá.  É o que se espera, até mesmo, em face das respectivas qualificações técnicas e pessoais. Os debates mais cuidadosos e com maior repercussão na imprensa sim.

Essa expectativa de apoio parlamentar se estende ao notório saber e competência dos ministros. Assim é que se espera, por parte dos legisladores e gestores, um melhor relacionamento que se reverterá em favor de nosso país. Acredito que será a consagração de um novo modelo em substituição ao malfadado “Presidencialismo de Coalisão” que já vem se firmando na política brasileira como um verdadeiro desastre em que todos perdem.

Observem os senhores parlamentares e ministros deste novo período 2019-2022 que trará um novo Brasil, uma nova política em economia fortalecida por este entendimento e não enfraquecida pelo desentendimento. Esperamos que se torne realidade a esperança de nosso povo que é respaldada na essperança de ver renascer em nosso parlamento um sentimento de brasilidade, que terá como objetivo a recuperação de nossa economia.

Não queremos mais um parlamento reativo, mais um parlamento proativo e negociador.

Haroldo Araujo

Haroldo Araujo

Funcionário público aposentado.

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