Acidente ambiental e privatização: nada a ver, por Jana

O fato de que a Vale é uma empresa privada não tem absolutamente nada a ver com o acidente de rompimento da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais, na verdade uma fatalidade que poderia acontecer com qualquer obra de engenharia (e no caso dela uma obra de mais de quarenta anos). É absolutamente lamentável a perda de vidas humanas, entretanto a análise do fato não deve desviar-se do foco e ganhar ares e cunho ideológico. A privatizacão é um bem e um benefício para o Brasil e para os brasileiros. A Vale dá mais lucro hoje, vale muito mais na bolsa, aumentou substantivamente os dólares que entram na balança comercial do país, paga melhores dividendos e, salvo benefícios fiscais, tem uma base de faturamento maior, capaz de gerar muito mais arrecadação para os cofres públicos municipais, estaduais e federais, e ninguém fala de clientelismo e corrupção. Sem falar do prestígio que confere ao país, sendo uma empresa de referência mundial.

É preciso que isso fique bem claro, para que os brasileiros não se enganem quanto ao que deve ser feito pelo novo governo em termos de agenda econômica. Michel Temer foi muito claro: “vamos privatizar tudo o que for possível”. E o novo ministro da economia, que recebeu amplos e plenos poderes, já disse que quer arrecadar 500 bilhões com privatizações, concessões e outros negócios de venda de imóveis e parcerias. Imaginem como este país vai ficar muito mais leve e muito mais ágil, e quanto deixaremos de perder com corrupção… Isso não tem preço.

Privatizadas, as empresas se enxugam de gorduras de todo tipo. É como se entrassem num rigoroso SPA. Reduzem seus gastos com pessoal e azeitam a máquina administrativa, vendem ativos de pouca utilidade para o negócio principal, aceleram o uso de tecnologia e fecham unidades pouco rentáveis, sem contar que passam a comprar e a vender melhor. Quem ganha com isso? O Brasil, claro, e os brasileiros, na ponta, lá na frente, com o aumento da produtividade e da competitividade. É só esperar e conferir.

A questão ambiental é, sim, delicada. O equilíbrio é um ponto difícil de achar. Não custa lembrar que a sustentabilidade se apoia sobre três pilares: crescimento econômico (ou seja, lucro), justiça social (mais emprego, mais impostos) e respeito à natureza. Reflita e me diga se a empresa privada não faz muito melhor as três coisas.

Jana

Jana

Janete Nassi Freitas, nascida em 1966, fez curso superior de Comunicação, é expert em Administração, trabalhou como executiva de vendas e agora faz consultoria para pequenas e médias empresas, teve atuação em grêmios escolares quando jovem, é avessa a redes sociais embora use a internet, é sobrinha e neta de dois vereadores, mas jamais engajou-se ou sequer chegou a filiar-se a um partido, mas diz adorar um bom debate político. Declara-se uma pessoa “de centro”. Nunca exerceu qualquer função em jornalismo, não tem o diploma nem o registro profissional. Assina todos os textos e inserções na internet como “Jana”.

Mais do autor