A confiança no Brasil retorna aos poucos, por HAROLDO ARAÚJO

Nossas críticas podem ser dirigidas a qualquer governo, inclusive ao que nem teve tempo de mostrar a que veio. Para obter êxito nessa missão jornalística de avaliação da gestão é preciso focar nos resultados apresentados. Podemos fazer críticas pessoais ao atual governante, mas as ações de fazer os ajustes no Orçamento Público, fazer as reformas e buscar parcerias para ampliação dos negócios com grandes nações desenvolvidas é que não são racionais.

Há uma severa crítica sobre a atuação de personalidades do mundo jurídico, imprensa e até de empresários. Imagine se um empresário pode mudar o estado de coisas da atualidade. Uma sociedade que vem contestando com muita razão os serviços que recebe, em face do descontentamento com setores essenciais na contraprestação dos elevados impostos que paga. Um assalariado está com a razão quando contesta os descontos na fonte.

Quem poderia tirar a razão do governante que reclama das elevadas despesas e que ultrapassam as receitas. Entra governante e sai governante e os rombos continuam como uma bola de neve. O Presidente Temer conseguiu sensibilizar o Congresso e aprovou algumas medidas como o teto de gastos, mas que, isoladamente, não foram de modo a promover a volta da confiança. Saímos da recessão e o Brasil continuou com 2 anos de crescimento baixo.

Temos insistido na atuação governamental focada na arrumação das contas públicas, para trazer de volta a possibilidade de formação de “Bons Cenários” na economia. Esclarecemos que a simples intenção do atual governo de destacar sua disposição de trabalhar nesse rumo, já melhorou o ambiente de negócios e isso se reflete na queda das cotações da moeda americana e no aumento dos índices da B3 (Bolsa de valores de São Paulo).

Como já afirmamos acima, a situação de um país, seja ela boa ou má, tem origem nos governos que passaram. O governo de Michel Temer, também, deixou uma semente das reformas e isso vem-se refletindo positivamente. A recíproca também é verdadeira e as demandas maiores tem sido, infelizmente, no sentido de realizar correções. São correções inadiáveis: A redução da carga tributária e o saneamento de nossas finanças com as reformas.

A disposição de Jair Bolsonaro em atacar de frente estes problemas, já traz repercussões como a disposição do governo americano de estreitar relações comerciais com o Brasil e oferecer apoio na participação brasileira na OCDE (Organização para Cooperação do Desenvolvimento Econômico). Essas tratativas concretizadas com a visita de nosso Presidente Jair Bolsonaro à Washington e tendo sido recebido por Trump na Casa Branca, mostra o aumento da confiança.

Internamente, a gestão de Bolsonaro tem permitido a continuidade de um processo de recuperação econômica, na busca da retomada do crescimento iniciada  por Temer. Assim é que devem ser referenciadas as ações para a continuidade de uma política monetária em um trabalho de redução das taxas de juros sem desdobramentos prejudiciais ao sistema de metas de inflação e respectiva política cambial, conforme o tripé de sustentação do Plano Real.

É visível a pressão política para distensão das condições propostas nas reformas. Cada recuo nas mudanças e respectiva redução dos efeitos na economia esperada, pode trazer descrédito nas boas intenções e, por via de consequência, nas expectativas de recuperação da economia. São elementos intangíveis, mas que, certamente, precisam ser considerados. O povo quer a volta dos empregos, pela volta do crescimento, por conta de mais investimentos e não de consumo.

A confiança de países desenvolvidos aqui no Brasil, visivelmente, vai retornando aos poucos, mas de forma sustentável. Prova disso é o sucesso da viagem de Bolsonaro aos EUA.

Haroldo Araujo

Haroldo Araujo

Funcionário público aposentado.

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