A agilidade, a sensibilidade e a eficácia do governo para atender os bancos

O livro “Pai rico, pai pobre”, de Robert Yosaki, tem uma passagem muito interessante que compara a capacidade de um e de outro defenderem seus interesses. A mensagem central do autor é: o rico sabe o que fazer, como fazer, calcula tudo direitinho, usa assessoria e age ordenadamente para proteção de seus negócios e interesses.

Lembrei disso ao notar que o sistema bancário foi o primeiro setor a ser socorrido pelo governo brasileiro nessa crise de saúde física e econômica. Foram centenas de bilhões de reais liberados com extrema agilidade e sem exigência de qualquer contrapartida. O caixa dos bancos foi super reforçado e nada se exigiu deles: nenhuma meta para valores de empréstimo, nenhum alongamento de prazo, nenhuma redução de juros. Nada.

O Banco Central do Brasil tem uma enorme e finíssima sensibilidade para os interesses dos bancos e dos banqueiros. Mais afinidade, impossível. O Banco Central parece advinhar o que o sistema bancário mais deseja. Exemplo? O Banco Central dispôs-se a comprar os papéis “podres” que os bancos têm em carteira (ou seja, o que os bancos não conseguiram receber, está sendo repassado possivelmente a valor de face).

Enquanto isso, o governo propôs pagar duzentos reais por mês para trabalhadores informais. E numa atitude de magnanimidade, o Congresso Nacional aumentou para seiscentos reais. Isso sem que os humildes trabalhadores pedissem, reclamassem ou se organizassem para fazer alguma defesa de seus interesses.

Jana

Jana

Janete Nassi Freitas, nascida em 1966, fez curso superior de Comunicação, é expert em Administração, trabalhou como executiva de vendas e agora faz consultoria para pequenas e médias empresas, teve atuação em grêmios escolares quando jovem, é avessa a redes sociais embora use a internet, é sobrinha e neta de dois vereadores, mas jamais engajou-se ou sequer chegou a filiar-se a um partido, mas diz adorar um bom debate político. Declara-se uma pessoa “de centro”. Nunca exerceu qualquer função em jornalismo, não tem o diploma nem o registro profissional. Assina todos os textos e inserções na internet como “Jana”.

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