A Agenda do Guedes não vale menos de trezentos bilhões de dólares

A Agenda do Guedes será em pouco tempo o mais valioso documento da história econômica do país. Num futuro não tão distante, personalidades de várias áreas vão se debruçar sobre o que nela está escrito e estudar como foi possível a alguém realizar tamanhas proezas com algumas das conquistas mais importantes da sociedade ao longo dos últimos setenta anos, mais ou menos.

Imaginem quanto vale uma empresa como a Petrobrás, montada sobre reservas de mais de cinquenta bilhões de barris de petróleo, uma rede de postos de distribuição, uma clientela de duzentos e dez milhões de fregueses, várias refinarias e um sistema de transporte eficiente, sem falar numa marca respeitada pela qualidade de seus produtos. Eu diria uns cem bilhões de dólares, se fosse uma operação conduzida com inteligência e responsabilidade, embora tal valor não fosse suficiente sequer para construir as refinarias.

Imaginem quanto vale uma empresa como a Eletrobrás. Eu diria uns cem bilhões de dólares, pelo menos, considerando o monumental patrimônio representado pelas hidrelétricas, pelas linhas de transmissão que conectam o país inteiro (com exceção de Roraima), pela capacidade de geração de lucro e de caixa que a empresa mostrou nos últimos dois anos, sem falar que a empresa produz quase tudo sob a forma de energia limpa – a busca de todos os outros países que o Brasil já conquistou.

Banco do Brasil e Caixa Econômica, eu diria que valeriam outros cem bilhões de dólares, talvez mais, considerando seu potencial de competir e vencer seus concorrentes privados com folga, se um dia fossem realmente estimulados a competir.

É claro que esses trezentos bilhões de dólares são uma projeção tímida, modesta. Numa privatização inteligente, planejada e coordenada por pessoas e instituições sérias e competentes. Entretanto, falando francamente, trezentos bilhões de dólares talvez não compensem o país pelas perdas que certamente terão as empresas brasileiras, os consumidores brasileiros, os trabalhadores brasileiros, o fisco e a sociedade. Os danos serão imensos e não são passíveis de mensuração direta, pois estarão no campo estratégico, pois deverão comprometer definitivamente a capacidade e a possibilidade do país se desenvolver com autonomia, com alguma velocidade, com um mínimo de soberania e no interesse das maiorias.

No futuro esse documento histórico valerá muito, muito mais de trezentos bilhões de dólares.

Jana

Jana

Janete Nassi Freitas, nascida em 1966, fez curso superior de Comunicação, é expert em Administração, trabalhou como executiva de vendas e agora faz consultoria para pequenas e médias empresas, teve atuação em grêmios escolares quando jovem, é avessa a redes sociais embora use a internet, é sobrinha e neta de dois vereadores, mas jamais engajou-se ou sequer chegou a filiar-se a um partido, mas diz adorar um bom debate político. Declara-se uma pessoa “de centro”. Nunca exerceu qualquer função em jornalismo, não tem o diploma nem o registro profissional. Assina todos os textos e inserções na internet como “Jana”.

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