25 de julho : Dia de Tereza de Benguela e da Mulher Negra

Tereza foi esposa de José Piolho, que foi líder do Quilombo de Quariterê, no Estado do Mato Grosso e tendo sido esse o maior quilombo ali existente. Eles viveram no Século XVIII e eram velhos conhecidos das águas do Pantanal. O quilombo estava situado nas fronteiras entre Mato Grosso e Bolívia.

Com o assassinato do líder José Piolho, Tereza assume o seu lugar e com maestria coordena e articula a defesa do Quatiretê. O quilombo abrigava mais de cem pessoas na sua maioria negras e indígenas. Tereza navegava pelos rios do Pantanal e era chamada de Rainha pelo seu povo. 

Ela administrava muito bem o quilombo e tudo era decidido pelo Parlamento criado no Quariterê. Havia um conselho para as decisões que eram realizadas coletivamente. O quilombo sobrevivia economicamente da agricultura. A população resistiu por vinte anos quando foi invadido pelas tropas de Luís Pinto de Sousa.

Não se sabe ao certo como Tereza faleceu, mas a sua herança de luta e exemplo de empoderamento feminino é o seu legado e ainda hoje nos inspira. 

No ano de 2014, no governo presidencial de Dilma Rousseff, foi instituída a data comemorativa no calendário anual brasileiro que designa oficialmente o dia 25 de julho como o DIA DA MULHER NEGRA E O DIA DE TEREZA DE BENGUELA, através da Lei http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2014/lei/l12987.htm

 

Esse dia 25 de julho também se comemora o DIA DA MULHER NEGRA, LATINO AMERICANA E CARIBENHA. 

A História dessa data está diretamente ligada ao feminismo negro e a sua luta cotidiana. No inicio da década de noventa do Século XX em São Domingos na República Dominicana, aconteceu o Primeiro Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, criação da Rede de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas e a definição do 25 de julho como Dia da Mulher Afro-latino-americana e Caribenha.

    O racismo no Brasil é estrutural e a luta antirracista deve ser feita todos os dias. A representatividade da mulher negra na política brasileira e latino-americana ainda é pequena. Com educação, debate, vamos acordando o País para a necessidade de reconhecimento e valorização ao povo negro, indígena, pois o brasil é também negro e indígena. Por mais terezas , Marielles, Dandaras e as mulheres negras que saem todos os dias de suas casas para trabalharem e estão invisibilizadas na sociedade.

Salve Tereza de Benguela!

 

Fonte:

https://www1.ufrb.edu.br/bibliotecacecult/noticias/220-tereza-de-benguela-a-escrava-que-virou-rainha-e-liderou-um-quilombo-de-negros-e-indios

 

https://www.geledes.org.br/hoje-na-historia-25-de-julho-dia-internacional-da-mulher-negra-latino-americana-e-caribenha/

 

https://fafatinhateles.blogspot.com/2020/07/tereza-de-benguela-rainha-do-quaritere.html

Maria de Fátima Araújo Teles

Maria de Fátima Araújo Teles

Historiadora, Assistente Social,Pedagoga Especialista em Direitos Humanos e Psicopedagogia Institucional Professora Formadora da Área de Ciências Humanas do Ensino Fundamental II da Secretaria Municipal de Educação de Brejo Santo Escritora e Poeta Membro da Academia de Letras do Brasil, Secção Ceará

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